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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Jazz compenetrado

 Li há dias num texto de António Lopes Ribeiro (in Porta da Loja) que o jazz passou de hot nos loucos anos 20 a cool depois da 2.ª Grande Guerra. É verdade. Tornar-se música de átrio de hotel foi só mais um passinho. Também me parece que quando se o jazz acalmou as flautas singraram nele; aprecio-as muito na versão de Nat King Cole de On The Street Where You live e na dos Carpenters de This Masquerade.
 Este Take Five aqui, além de calmo -- cool, se quiserdes --, é compenetrado. -- Quem diria, o jazz!...


 
Vanessa Varela, Take Five (P. Desmond, D. Brubeck)
Michael Langlois: piano; Logan Seith, bateria; Russell Snyder, contrabaixo.

(Gildenhorn Recital Hall, Universidade de Maryland, 2013.)

10 comentários:

  1. Boa música. E, quando o é, é em boa medida indiferente que seja clássica, rock, pop, erudita. É boa.

    Disto - de qualquer das três - dão bem pouco testemunho as nossas estações de rádio. Mesmo as alegadamente devotadas à nostalgia.

    E isto - qualquer das três - há-de ser coisa impensável para a crescente legião de dementes com direito de voto que participa (e exulta) nos chamados espectáculos de realidade e é tão acarinhada pelo poder. Impensável ou desprezada com a arrogância que só a ignorância e a grosseria triunfantes sabem ter. E deixam-nas ter.

    É o nosso tempo, enfim.

    Costa

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  2. Sim senhor,gosto,já gostava do original.
    Obrigado.

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  3. A emissora 2 (vulgo Antena 2), é o único posto emissor nacional de música clássica. Quando não dá música clássica, por dar jazz ou outra -- que amiúde as dá -- não há onde ouvri? O espectro do nosso éter resume-se quase todo ao mesmo. O das TV ainda pior. Se não fosse a rede da Internete bem pior estaríamos. Mas havemos de lá chegar: ao embrutecimento monolítico.
    Cumpts.

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  4. Folgo em sabê-lo. Mérito de Dave Brubeck e dos artistas aqui.
    Cumpts.

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  5. Tocou-me. Ouço jazz há décadas e esta é a versão menos solta - mais compenetrada, como diz - que ouvi do Take Five ». Diria que a contenção da interpretação é fruto da juventude dos músicos. Mesmo assim é brilhante.

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  6. Um oásis, a Antena 2 (que não sei se conheci ainda como Lisboa 2, mas terei visto dessa forma nos painéis de sintonia de alguns rádios mais antigos), ainda que naturalmente sujeita a críticas e resvalando por vezes para algum, digamos, peculiar "esoterismo" ou "amiguismo" de programação.

    É um local de abrigo, verdadeiramente. Até quando, não sei.

    Costa

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  7. Tão disciplinada(os) e saiu muito bem, não foi?
    Cumpts. :)

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  8. Também não conheci a Lisboa 2.
    Vai sendo um oásis, mas degrada-se.
    Cumpts.

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  9. A Antena 2 ainda vai sendo um oásis, apesar de por lá se falar demais, em detrimento do tempo dedicado à música, e quase sempre no tom próprio da "cassette" esquerdista e politicamente correcta dos "democráticos".

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  10. Não me incomodaria haver conversa, mas é cassete, é. Não saímos disto!
    Cumpts.

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