Um rosto alfacinha em 1906: uma galinheira com a criação à cabeça e cesta dos ovos pendurada no braço.
Um ciclista janota, um carroceiro, uma criada, três ou quatro peixeiras de meneio varino ao fundo da rua, alguns transeuntes; a Rua de Rodrigo da Fonseca via-se notòriamente aburguesada em 1906. Velho atalho [*] entre o Salitre e a azinhaga [Rua do Abarracamento] de Vale Pereiro (R. Braamcamp) não seguia dali além. Na sua continuação projectada avista-se o vulto dum casarão que era o Pátio dos Geraldes. -- Morou lá o Saldanha...
Galinheira, Rua de Rodrigo da Fonseca, 1906.
Joshua Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.
[*] O atalho chamou-se Azinhaga de Vale Pereiro (planta de Filipe Folque, 1857).
Curiosamente ainda me lembro de ver "galinheiras"!!!
ResponderEliminarAchava muita graça, porque parecia que íam dentro de um barco.
Uma fabulosa fotografia de um mundo prestes a desaparecer, a fazer fé na data; não demoraria que este bucolismo fosse substituído pela canalha de vendilhões (não confundir com vendedeiras) que ainda hoje por aqui perdura ; se fosse agora, apareceria logo a A.SA.E a verificar se a cesta era da cor correcta e se as galinhas tinham sido vacinadas e os ovos do tamanho correcto ou qualquer disparate do género; isto para já não falar na P.I.D.E./D.G.F, a inquirir sobre a máquina das facturas.
ResponderEliminarCumpts
Caro Inspector
ResponderEliminarSe me permite, acrescento eu, que em havendo, à época, meios audiovisuais a senhora que ao ofício de vendedeira juntava, certamente o de produtora, seria legendada de empresária e associada de um desses milhentos organismos de pequenas, mini e micro empresas. Apre ! Do que ela se livrou.
No meu bairro havia uma galinheira conhecida estranhamente por Ana dos Cabritos.
ResponderEliminarCumpts.
ResponderEliminarCumpts.
O que diz tem toda a propriedade, pelo que o subscrevo sem rebuço.
ResponderEliminarCumpts