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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Uma coisa nunca antes vista

 Na Praça João do Rio demoliram há coisa de ano e tal o prédio da esquina de cima para construirem... um igual!
 Bom, não lhes cotejei bem a fachada, mas do que vi de relance ao passar ali pareceu-me. Inclusive o rosa oficial da fachada foi copiado do que demoliram.
 Uma coisa nunca antes vista.


Praça João do Rio, Lisboa (A. Passaporte)
Praça João do Rio, Lisboa, c. 1953.
António Passaporte, in archivo photographico da C.M.L.

(Revisto às vinte para as nove.)

4 comentários:

  1. Mas será verdade terem demolido o nº. 9 da Praceta João do Rio (como sempre se chamou..., mas desde que a democracia resolveu mudar o nome a tudo o que faça lembrar ao povo o execrando 'faxismo', de Praceta passou a Praça e isto porque os 'democratas' não puderam mudar-lhe completamente a designação, para, por exemplo, Largo - seguido do nome de um anti-fascista qualquer ou Rotunda(?) - com o nome de outro da mesa igualha) para recontruirem um edifício igualzinho?!? Deve ter havido alguém muito poderoso que exigiu que tal acontecesse com o novo edifício, ainda que, presumo, tenha sido só a fachada... Mas trata-se de uma suposição, claro.

    De facto, embora fosse muito pequenina quando lá morámos uns tempos, depois fomos viver para Alvalade e pouco tempo depois nova mudança agora definitivamente para a Alm. Reis, um pouco abaixo da Praceta, lembro-me perfeitamente da fachada do prédio. E também me recordo embora vagamente do nº. 5, na esquina oposta, onde também morámos antes de passarmos para o 9, porque no 5 ainda era mais pequenina.
    Como mera curiosidade, no último andar do nº. 9 morava uma irmã do Dr. Mimon Anahory, assim como uma sobrinha, Graça, filha desta sua irmã. Todos, pessoas amorosas.

    Fui espreitar as ligações que deixou e na que refere poder ver-se o edifício primitivo..., não se vê, não senhor. Só árvores frondosas à entrada da Praceta que o encobrem totalmente.
    Maria

    Obs.: Porque é que diz que as varandas daquele que um dia fora um edifício magnífico e que faz/fazia esquina para a Alm. Reis, tinham marca registada? Por ter sido obra de Cassiano Branco?

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  2. A notícia do «Público» em jUnho de 2013 falava numa sociedade (ligada à maçonaria e dona dum prémio Valmor na Cinco de Outubro, no enfiamento da António Serpa) que buscava construir um hotel.
    Agora anunciam um asilo de velhos ou lar de 3.ª idade (residência sénior, é o último eufemismo).
    O que me pareceu foi que demoliram, escavaram caves ou garagens, e construiram um com fachada igual ao anterior. O miolo será outra história...

    A marca registada eram os grafitos dum FARE (chefe de tribal?) que besuntou carradas de fachadas e empenas de Arroios ao Areeiro. Deve ser o gungunhana daquelas freguesias.

    Cumpts.

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  3. Não posso acreditar que tivessem praticado esse crime, que refere, ao interior daquele excelente edifício. Recordo-me perfeitamente que a fachada era essa que se vê na foto recente. E não me esqueci dela porque anos mais tarde, já a viver na Alm. Reis, fui visitar várias vezes uma ex-colega e amiga que vivia no nº. 7.

    Bando de criminosos não só políticos mas também sociais e urbanísticos. Mafiosos d'um raio.
    Maria

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  4. Eu já me conformava com esta maneira; não mudarem as feições históricas da cidade com enxertiasda descabidas como nas avenidas ou como na Praça de Londres aquele mamarracho.
    Cumpts.

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