O título é um suspiro que deveio em graçola nossa bem calhada às crónicas estivais que por vezes boto ao papel. Estas são de...
Sábado, 28 de Junho de 2014
Primeiro dia, primeiras impressões
Tempo fresco. A senhora diz que sim, mas que está bom, há pouca gente... Acho muita; sempre mais do que a minha misantropia aprecia. Afastamo-nos da embocadura da praia.
Algarve (c) 2012
Tempo meio fresco: a brisa habitual cuja constância incomoda. O chapéu cá se aguenta com os puxões do vento; comprámos um parafuso que firma o chapéu de sol na areia, para não voar. A coisa parece funcionar.
Dos boletineiros do teletexto tirei a água a 20º. -- Não sei!... Parece mais fria. Mas só até às primeiras braçadas...
A atmosfera está lavada, sem raspas de neblina; não sei se houve chuva por aqui nos últimos dias (choveu em Lisboa até anteontem...)
Esquecemo-nos das maçãs... Não temos gás... À saída de casa já lá vinham da praia aqueles velhotes madrugadores que reconheço. São as primeiras «caras» deste ano.
Esquecemo-nos da água.
Encantamentos
Não me lembrou já que este lugar possui um genius loci? Chegámos ontem á meia-noute. Os automóveis são casulos estanques; quando abro a porta diante dos tios envolve-me de assalto a aragem do pinheiral. Primeiro encantamento.
Enquanto tiramos a bagagem cantam grilos; dali a nada tenho-os em coro com a Amália, que pus a dar baixinho no transistor fanhoso. Resgato uma cerveja perdida do frigorífico e ponho-me no breu debaixo dum céu de infindos pontos de luz. Segundo encantamento.
Algarve (c) 2011
E o sono tolhe este autor liru. Imos dormir.
Primeiro dia, segundas impressões
Sardinhada. -- Diz-me a senhora que se vai lambuzar de praia este ano; dispõe-se bronzeamente a ficar morena. (!) -- E as sardinhas ainda estão ao lume...
Sardinhada de Vasco, in Aldeia das Gralhas
Que inveja dessas águas calmas e pouco frias (quando por aí andei, Monte Gordo, há muitos anos eram mornas e sem ondulação), desse clima ameno todo o ano, desse ar puro que desintoxica os pulmões, dessa quietude geral por ausência de ruído provocado pelo aglomerado de pessoas e do trânsito automóvel. E então dessas sardinhas assadas na brasa..., bem, disso nem é bom falar! É que eu é mais campo (quando é...) e mais para o centro do país, onde não somos envolvidos por nenhuma dessas maravilhas da natureza, salvo a quietude do ambiente e o magnífico ar que se respira.
ResponderEliminarMaria
Só cá por coisas: Mas então está de férias novamente? Que imoralidade! Por favor corrija-me e diga-me que não :)!
ResponderEliminarCumpts
A quietude nestas paragens anda cada vez mais sobressaltada; pato bravismo e touristes em rebanho são mau tempero, mas menos mal (por enquanto).
ResponderEliminarPara sossego só por si a prezada Maria tem melhor receita.
Cumpts.
Em Agosto as férias têm demasiados engarrafamentos. Marquei já para Julho.
ResponderEliminarCumpts.