A Av. de Fontes Pereira de Melo no tempo em que andávamos à esquerda (deviam oficializá-lo outra vez hoje, para afinar todo o país com os jornais e a televisão…)
Um eléctrico desce a dita avenida (pela esquerda, só podia vir a descer…); o palacete Sotto-Mayor em segundo plano está lá hoje, firme e hirto, nem sei como. Mais ou menos ali foi o solar da família Mayer…
O palacete de que se vislumbra só um pedaço, à esquerda, no gaveto com a António Augusto de Aguiar já lerpou (lerparam-no). E aqueles prédios de rendimento que se vêem um pouco mais lá diante, ao depois da Martens Ferrão, bom!… Lá vão estando, mas, há muito que a câmara municipal lhes marcou o camartélico destino com pretensões de valorização cultural. Pobre cultura: pagaram a uns gémeos brasileiros por lhes pintarem uns horrendos grafitos; chamam-lhe pomposamente arte urbana, sem que lhes aflore ao bestunto o design que faz um cão mijando contra a parede e que vem de muito antes de nas urbes haver candeeiros de iluminação a gás... — Serei só eu que me darei conta?…
Não sei quem é o senhorio de tal património, mas, não é uma riqueza possuir aquilo ali só para o deitar a baixo?

Avenida de Fontes Pereira de Melo, Lisboa, post 1906.
Joshua Benoliel, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
Mas isto não é uma Avenida é um paraíso!
ResponderEliminarBem sei.
ResponderEliminarCumpts.
...parece-me ver o guarda-freios e o destino o Poço do Bispo?
ResponderEliminarTambém me parece. Quiçá um carro em desdobramento da linha 3, Campo Pequeno - Poço do Bispo ou 3A, Campo Pequeno - Rossio (a linha 3 ligou o Campo Pequeno ao Poço do Bispo, mas pelo Arco do Cego, Av.. Almirante Reis, etc., de Março de 1906 a Dezembro de 1920).
ResponderEliminarCumpts.
Esta fotografia é um portento.
ResponderEliminarMérito do fotógrafo. Sorte a nossa.
ResponderEliminarCumpts.