Praça de Alvalade, Lisboa, 195...
Judah Benoliel, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Certa vez publiquei a imagem de cima ilustrando uma conversa acerca duns que dizem «controlar as rotundas». Convencera-me de ser no cruzamento da Av. de Roma com a dos Estados Unidos e nem me ocorreu a praça de Alvalade. Ao tempo, a rotunda que me palpitava na memória, de ver em moço numa fotografia antiga, era a do cruzamento com a Av. dos Estados Unidos.
Cruzamento da Av. de Roma com a Av. dos Estados Unidos da América, Lisboa, 196...
Artur Pastor, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Esta rotunda empolgava-me muito mais do que o insípido cruzamento sobre o viaduto subterrâneo que conhecemos. Tinha outro encanto, era doutros tempos, duma primeva idade de ouro que me falhara, que o destino me não dera a experimentar. Lembro-me de nos espantarmos dela com emoção, eu e um velho amigo da mocidade em descobertas olisipográficas, quando descobrimos que o dito cruzamento tivera uma rotunda antes do viaduto.
Cruzamento da Av. de Roma com a Av. dos Estados Unidos da América, Lisboa, 197...
Artur Pastor, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Por 1970-71 a fisionomia destes dois cruzamentos da Av. de Roma mudou. Tem graça que o bairro de Alvalade teria então sòmente vinte anos de construído e, não obstante o planeamento cuidado, o progresso material das décadas de 50 e 60 constragia ali, já, a vida urbana. O crescimento das cidades em altura (para cima ou para baixo) é mera entropia. O progresso material como o entendemos é uma contraditória ilusão. E a sua estética desde aí, parece-me que nem isso.
Av. da Igreja e Pr. de Alvalade, Lisboa, [c. 1973].
Artur Pastor, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Caro "Bic Laranja"
ResponderEliminarMais uma excelente retrospectiva, que tem vindo a publicar, dum bairro que a mim me «diz» muito ...
Os meus cumprimentos
José Leite
Generosidade sua. Muito obrigado!
ResponderEliminarCumpts.
Ano 1960: de calções e suspensórios, pasta de couro e lancheira de verga com a paparoca, subia a Av. da Igreja a caminho do liceu Camões (secção de Alvalade), ali bem ao lado da Igreja. Nessa altura estes edifícios não existiam e nos seus terrenos era comum ver-se um rebanho de ovelhas a pastar e pelo Natal, os bandos de perús na engorda. Boas terras, está de ver.
ResponderEliminarA Av. da Igreja vem a final em ser ali, depois das hortas, além do muro. Boas terras, sem dúvida.
ResponderEliminarCumpts.
Muito gosto de apreciar estes automoveis doutra era... O Ami6, o Fiat1100, o Taunus amarelo, atrás do Fiat850, e do outro lado a Bedford e o NSU Prinz, para não falar noutros.
ResponderEliminarDesta época consigo identificar muitos de memória. Recuando mais, nem esforçadamente consigo ter ideia...
ResponderEliminar:)
Cumpts.