[...] Milhaes estava encarregado d'uma das suas [do C.E.P.] metralhadoras Lewis. Durante a «Operação Georgette» [Batalha de La Lys], quando o Exercito Allemão attacou a sua divisão, Milhaes manteve-se firme com a sua metralhadora Lewis [alcunhada luisinha] e derrotou, quasi sozinho, dois assaltos allemães debaixo de intenso fogo, deixando cahidos centenas de allemães. Conseguiu cobrir a retirada dos Portugueses, a par da dos Escoceses, apesar de fortemente acossado ele próprio. Disparou em todas as direcções e manteve a sua posição até esgotar as munições. A sua bravura em circumstancias tão adversas convenceu os allemães de estarem a enfrentar uma unidade entrincheirada em lugar d'um só soldado português com uma metralhadora. Por fim, decidiram os allemães avançar rodeando a resistencia e Milhaes achou-se sozinho atrás das linhas inimigas onde permaneceu por tres dias sem quasi comer ou beber.
No terceiro dia, Milhaes, sempre com a sua metralhadora, salvou um major escocês dum pantano e ambos alcançaram as linhas dos Alliados. Milhaes foi calorosamente acolhido mas nada disse dos seus feitos. Foi do official que elle ajudara relatar a historia no Quartel-General Britannico e de varios outros testemunhos que os seus feitos foram conhecidos.(«Aníbal Milhais», in Wikipaedia em inglês.)
Ontem passou mais um 9 de Abril, mas a antenna radiofonica da emissora nacional só dá o 25. A liberdade não admitte interferencias.
Homenagem do presidente Thomaz ao soldado 'Milhões', [s.l.], [s.d.].
Imagem em «Aníbal Augusto Milhais, 'Herói Milhões'», Município de Murça, IV/2009.
Que maravilha de relato. E que Grande Soldado. E que Grande Português. Nos dias de hoje duvido que existam em Portugal 'soldados' com esta coragem, desta fibra, com este enorme valor. Perante o quadro vergonhoso, político e social, a que temos vindo a assistir nos últimos quarenta anos, a cobardia impera entre a (nossa) 'soldadesca'. E para agravar o cenário, já de si dramático o suficiente, a maior parte desta vendeu-se ao inimigo e com este acto indigno - que o é por parte de qualquer cidadão e absolutamente imperdoável se por um militar - cometeu Alta Traição à Pátria. E quem comete um crime de tão extrema gravidade e de tão elevada dimensão, deverá ser, terá que ser, julgado e punido severamente. Para que um povo inteiro sinta que existe de facto uma Justiça, a verdadeira. E para que a alma dos milhões d'inocentes assassinados no vil processo (a que os revolucionários-e-criminosos ousaram velhacamente baptizar de 'democrático') descansem por fim em paz, a merecida.
ResponderEliminarÓ meu amigo a ocasião faz o ladrão.
ResponderEliminarClaro que não admite: nem interferências nem cultura; haverá lá, nesse antro de invertebrados, quem saiba o que foi o 9 de Abril? E a talhe de foice: espero que este bravo combatente não tenha sido um dos muitos milhares que tiveram que regressar à Pátria... a pé! sim, leram bem, a pé; o democrático sistema republicano, após (mais) uma mudança de governo, entendeu que, não tendo sido eles a mandar a soldadesca para aquele inferno, também não tinham nada que lhes providenciar os meios de regresso.
ResponderEliminarCumpts
Com apenas um Português destes "Milhões" poderiamos mandar os 10 milhões de "europeus" do rectângulo às malvas.
ResponderEliminarAbraço amigo.
Cuido que bastava mandar os cabecilhas. Fracos sobas fazem fraca a forte gente.
ResponderEliminarCumpts.
É verdade. Nem lhes passa na memória sombra do 9 de Abril nem de nada. E sabem do 25 porque a lavagem ao cérebro é diária, logo dês do berço.
ResponderEliminarCumpts.
Não há soldados. Há mercenários. Dos «capitões» que se revoltaram por fuga a combater nem digo nada. Poltrões aburguesados. Que feitos se sabe deles em África?...
ResponderEliminarBem se podem somar aos bardos alegres, cantautores cançonetistas, desertores, uns beneficiários de gordas pensões do Estado, outros invejosos delas por cantarem «tourada» e cifras ditas «anti-fascistas». Grandes combatentes. Uns verdadeiros heróis!...
Milhaes foi mandado para a Flandres por nada que fosse seu ou português; deram-lhe, no meio de muita palmadinha nas costas, por fim, em 1928 uma pensão mensal de 1$50 (quinze tostões) -- em 1928! onde ia já a I.ª República que o mandou para a guerra... Tinha nove filhos...
Quanto pagamos para aí ao bardo Alegre? E por que serviço prestado...?
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Cumpts.