« Se os grupos partidários a cada momento se consideram candidatos ao Poder com fundamento na porção de soberania do povo que dizem representar, a maior actividade -- e vê-se até que o maior interesse público -- não se concentra nos problemas da Nação e na descoberta das melhores soluções, mas só na luta política. Por mais propenso que se esteja a dar a esta algum valor como fonte de agitação de ideias e até de preparação de homens de governo, tem de pensar-se que onde ela atinge a acuidade, o azedume, a permanência que temos visto, todo o trabalho útil para a Nação lhe é inglòriamente sacrificado. Tem de distinguir-se, pois, luta política e governação activa: os dois termos raro correrão a par.»
Oliveira Salazar, pref. à 4.ª ed. dos Discursos (vol. I, 5.ª ed., Coimbra, 1961, p. XXXIX).
Governação activa, entenda-se, bom governo e a obra dele resultante; simbòlicamente, se quisermos, o Teatro Monumental...
Luta política: o monumental chafurdo naquelas democráticas paredes e, finalmente, o derrube das próprias paredes... -- Livre e (literalmente) democrático, neste cenário, só o alheamento do povo.
Teatro Monumental, Saldanha, 1976.
F. Gonçalves, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
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