Rodam as quatro estações
Dá lugar o Sol à Lua
Cai a noite sem pregões
E nós ficamos na rua
A escutar dois corações
Que dizem que vou ser tua!
Podes dizer-me um adeus
E olhar-me com desdém
Eu sei que não serás meu
Só quero que todo bem
Que agora mesmo morreu
Não o dês a mais ninguém
Cegam-me as luzes perdidas
Que se escondem pela cidade
Horas mortas, já vencidas
Doem-me as dores da saudade
E das saudades fingidas
De quem finge ter saudades.
(Feijó Teixeira / "Fado José Negro")
Capa: Amália no Sapo.
Continuo a sentir um estremeção sempre que ouço a voz dessa grande Senhora, ensinado, quiçá, pelo meu Pai que adorava ouvi-la; uma das cada vez mais raras reminiscências dum Portugal grande e digno. Obrigado por trazê-la à colação, caro Bic.
ResponderEliminarCumpts
Não è só o senhor inspector eu tambem,e presumo milhôes de Portugueses.Com 10 anos via e ouvila no Bettencourt na rua das Trinas,mas sinto continuelmente
ResponderEliminarcomo miudo irriquiéto o sentir das suas maminhas quando as toquei...que saudades desses vélhos tempos
É verdade ressoa em nós um Portugal que se foi.
ResponderEliminarCumpts.
Ena! Os cachopos da Madragoa com 10 aninhos eram atrevidotes, hem!
ResponderEliminar:)
Cumpts.
Eu ainda tenho a sensação no corpo o estremêço da sua linda voz com a canção da Mâe Prêta,devia ter entre 10/12 anos...nunca mais consegui ouvir,não sei porquê?
ResponderEliminarObrigado por a amabelidade de me responder.