Já o cá disse. Era da indústria millennar que os marcos viarios fossem de pedra bem affeiçoada e feitos para durar. E também disse então que a indústria (leia-se arte e engenho de fazer algo bem feito) já não se quere millennar; quere-se emprehendedorismo -- e viva o moderno! -- Ora, quaesquer dous dedos de intelligencia depressa concluem que emprehender como fim em si mesmo é uma boa trêta: um vazio de fanfarrões deslumbrados que não emprehendem nada senão show-off. Tenho aqui a prova do emprehendedorismo em acção e o resultado da acção emprehendida, ou emprehendedora, que é como se agora apregoa.
Valha-nos de as peneiras dos exhibicionistas que inventaram marcos em lata lhes dictarem não botar os côtos no marco antigo. Ou valha-nos o peso da pedra de que foi feito.
E.N. 354, km 20, Idanha-a-Nova (prox.), 2013.
(Revisto.)
domingo, 26 de janeiro de 2014
Do «emprehendedorismo» (como agora se diz)
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Lata, é que lhes não falta; se calhar será mesmo excedentária e essa será a razão visível do “iceberg” da corrupção que nos leva a custear obras que não são necessárias; pois se se estão a fazer barragens que não são precisas para nada, a não ser encherem os bolsos de alguns, por que raio não se hão-de colocar esses espantalhos que não durarão muito tempo* – diz-mo a experiência do terreno – para encherem bem mais modestamente, diga-se, os bolsos de (mais) uns quantos comparsas? O sol quando nasce…
ResponderEliminarCumpts
*= Quando a latoaria desaparecer, ficarão os marcos de pedra, perenes como é de lei, a marcar o sítio onde estavam aquelas coisas.
E que me dizem ao tal empreendedor que o Relvas queria para "empreendeder" a juventude...viram ou ouviram-no bem? vale bem a pena; é de lamber os beiços...
ResponderEliminarUm verdadeiro hino à imbecilidade, de facto!
ResponderEliminarCumpts