«Fenomenos de chuva e vento extremos» dizem na emissora nacional.
O verdadeiro fenomeno é esta linguagem -- os franceses chamam-lhe lingua de pau. E extremo, só o exaggêro feito lugar-commum por mentes diluvianas de trivialidades.
(Uma donzella na televisão, em conversa de circumstancia, diz que ama uma bagatella qualquer; nem faz por menos: appreciar, agradar-se, deleitar-se, folgar, gostar, regalar-se não caberiam em tão grande coração, não é...?)
A infantilização das gentes por tutores aparvalhados dá n'isto: Invernos papões, em que borrascas, intemperies, tempestades, temporaes, tormentas ou trovoadas são fenomenos, não naturaes, mas extremos.
Com humanos moldados assim, o fenomeno mais natural são as alterações climaticas, pois é...

«O Ribatejo inundado», Ilustração Portugueza, n.° 313, 19 de Fevereiro de 1912, in Hemerotheca Digital.
Nota: e cá está; o automovel da redacção d' O Seculo que o A.C.P. editou em postal com o título Desempanagem com reboque.
Que época esta! Pretendem transformar-nos num bando de maricas?! Se o vento sopra com um bocado mais de força ou cai um pouco de chuva mais intensa, é logo alerta amarelo, laranja ou até vermelho! Como é que as pessoas se arranjavam noutros tempos menos "alertados"?!.. Enfim...
ResponderEliminarAs pessoas d'antes arranjavam-se. Mas hoje não se querem pessoas, querem-se ovelhas. Em rebanho.
ResponderEliminarCumpts.
Rebanho, sim, e o mais estupidificado possível!
ResponderEliminarCumpts.
P.S. Peço-lhe o favor de ir ao correio electrónico, obrigado.
É a natureza dos rebanhos. E os pastores sabem.
ResponderEliminarCumpts.