Mais de seis dúzias de sírios com passaportes turcos foram na Guiné metidos num voo de carreira de Bissau para Lisboa. Os sírios foram instalados na colónia balnear d' «O Século» a expensas dos portugueses.
E pergunto provincianamente:
- Que andavam estes sírios turcos a fazer na Guiné?
- Quem os mandou até lá?
- Alguém lhes pagou o bilhete na TAP?
- Se não, por que houveram de ser trazidos para cá?
- Podemos endossá-los a alguém ou vamos mantê-los para adornar a filantropia do dr. Sampaio?
Aeroporto da Portela, Lisboa, 196...
Fotografia do Museu da TAP (789FOTG-placa-déc60).
O nosso país pratica a solidariedade com todos os povos,todas as nações,todas as raças,todos os oprimidos,todos os lutadores,todos,daí que de tanta solidariedade cresça a miséria interna.
ResponderEliminarNão sei bem como o interpretar (parece que há uma certa ironia...). Mas sempre lhe digo que a nação portuguesa partica em geral e de seu natural a caridade para com o próximo. A antiguidade e a generalidade das misericórdias em todo o mundo português são prova indubitável.
ResponderEliminarCoisa diferente são os caudilhos internacionalistas que nos saem na rifa levarem por aí a cabo, em nosso nome e nunca sem grandes parangonas, certa «solidariedadezinha» para com terceiros que de pouco nos serve. Tal como mau serviço à família é o esbanjar pelo seu chefe dos parcos recursos familiares em festarolas e vaïdades.
Cumpts.
Eu não sei em que condições é que essas pessoas foram metidas no avião; há mesmo que diga que o foram à força (das armas, leves ou pesadas, pouco importa).
ResponderEliminarMas, por outro lado, se aqui foi um avião da T.A.P., aqui atrasado foi um avião militar que foi buscar uns quantos, já sem vida, do Brasil; por qualquer feito relevante pela Pátria? Não, de todo, mas apenas por terem sido barbaramente assassinados por biltres que normalmente aparecem nesses antros de podridão; no fim fica a dúvida do que aconteceria se fossem portugueses honestos que vítimas do revés da fortuna disso tivessem necessidade; se calhar, ficam por lá assim, mortos ou vivos, sem mais aquelas.
É o que temos.
Cumpts
Sim,a ideia era ironizar mas se não a topou a culpa é minha.Temos sempre recursos,do estado,para outros...
ResponderEliminarDe resto concordo com os seus comentários.
Cumpts.
josé.j
Tresli em demasia e acabei na dúvida do pendor da sua ironia (a «miséria interna» podia referir-se ao meu crítico juízo de valor face a esta «ajuda» aos sírios, não sei se me entende). O seu comentário é, em suma, cristalino.
ResponderEliminarEstamos de acôrdo, pois; o Estado tem sempre recursos para os outros, tal como eu, com os bens do dr. Sampaio, também faria uns ricos brilharetes de solidariedadezinha.
Obrigado pelos comentários.
Cumpts.
Esses detalhes nunca escorrem da pena dos jornalistas. Em compensação dão muita antena a perdigotos de dessas sinecuras da O.N.U. e dos refugiados como o dr. Sampaio. Quem fomenta revoluções e nelas despeja armas fica com os lucros; nós, havemo-nos com os enjeitados.
ResponderEliminarÉ bonito, é.
Cumpts.
Nem mais!
ResponderEliminarCumpts