O café no recanto da Praça de Londres de que me não recordava ontem era a final o Café de Paris. O confrade Manuel desfez-me dúvidas e enganos ontem ao serão num comentário certeiro com prova irrefutável.
Café de Paris, Praça de Londres (Lisboa), 1977.
Vasques, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Com estas voltas dou comigo a pensar no desconcerto: da Praça de Londres irradiam, entre outras, as avenidas de Roma, de Paris e do México; o Café de Paris ficava na Praça de Londres; o café Londres era (ou é) na Av. de Roma; a leitaria Mexicana descaía (e descai) da Praça de Londres para a Av. Guerra Junqueiro, sem caso da Av. do México que dá para o outro lado...
Só a pastelaria Roma se atinava com a avenida do seu nome. Mas vede, acabou em hamburgaria americana!...
Adenda às 11h30:
Em comentário acabado de receber, o confrade José Leite confirma que o café Londres antecedeu, no actual recanto do B.E.S. na praça da dita, o Café de Paris na imagem.
Recapitulando, assim: nos anos sessenta e até, pelo menos 1973, há testemunho de no tal recanto da Praça de Londres haver (naturalmente) o café Londres. Em 1977 há prova fotográfica de o café Londres se haver vertido em Café de Paris (talvez oriundo da Manuel da Maia, talvez donde está a geladaria Surf). Somado ao que cogitei antes e somadas a Capri, a Zurique (ao Areeiro), a Luanda e mais alguma que me escape, é todo um tratado de cafés e pastelarias com nomes de cidades em avenidas com nomes de cidades, na cidade de Lisboa.
Caro BIC
ResponderEliminarO "Café de Paris" ocupou o espaço que foi ocupado primeiramente pelo "Café Londres", que se pode ver na foto anteriormente publicada.
Pelo que , repito, o "Café Londres" existiu neste lugar, como referi no meu comentário atrás publicado. Se ampliar a foto ao máximo poderá ler o reclamo ver a porta de entrada giratória e a tabacaria, pertença do "Café Londres".
Os meus cumprimentos
José Leite
Caro BIC
ResponderEliminarBoas Festas e feliz Ano Novo de 2014
José Leite
Somei uma adenda ao seu comentário.
ResponderEliminarGrato!
:)
Votos de próspero e feliz 2014.
ResponderEliminarObrigado!
Belas reminiscências... Então e o nome da Pastelaria que ficava do lado oposto à Mexicana, um pouco mais abaixo, também na Guerra Junqueiro? Não me recordo se se chamava Copacabana, mas acho que sim. É que terei lá ido lanchar meia dúzia de vezes se tanto. Onde costumava lanchar e fí-lo centenas de vezes, com Mãe, tias, amigas, colegas etc., era por norma na Mexicana e uma vez por outra no Pão d'Açucar.
ResponderEliminarMaria
Caro BIC
ResponderEliminarQuanto à dúvida da D. Maria, expressa no seu comentário, permita-me responder que realmente foi a "Copacabana". Tinha logo pela manhã umas belíssimas e enormes "Bolas de Berlim" (que me deliciava ao pequeno almoço antes de ir para o IST), e uns "ovos moles" ....
Mas como tudo, o que é bom acaba. E lá se foi mais uma das grandes pastelarias daquela área.
Hoje em dia resta "A Mexicana".
Os meus cumprimentos
José Leite
Caro BIC
ResponderEliminarSeguindo o seu raciocínio ...
Na Avenida de Roma, perto do Liceu Rainha D. Leonor, a Pastelaria "Sul-América", na Avenida da Igreja em Alvalade, a pastelaria e confeitaria "Nova Lisboa", ambas felizmente em actividade.
Os meus cumprimentos
José Leite
Cada um com o seu acerto. Foi aqui o caso.
ResponderEliminarDe facto, as minhas memórias desse canto da praça sempre me surgiram ambíguas. Vejo agora que passei por essa troca de nomes como cão por vinha vindimada.
Abraço
Os meus agradecimentos ao ilustre comentador José Leite pelo esclarecimento. Lá está, até aqui há dias não me recordava do nome da Pastelaria nem por nada..., ontem de repente, fez-se luz!, é Copacabana quase de certeza. Mas ainda estava ligeiramente duvidosa:)
ResponderEliminarMaria
Obrigado pela achega. E felizmente que nos vale o confrade José Leite, que eu dessa não me lembro nada.
ResponderEliminarCumpts.
É verdade. Resta a Mexicana. E apesar do esquecimento em que caíram as demais, não vejo o que ganhámos em troca.
ResponderEliminarMuito obrigado!
Sim senhor. Salvam-se mais essas. A Nova Lisboa vale também como cervejaria. Na Sul América cheguei a "abancar" com regularidade em certa altura. Fases.
ResponderEliminarCumpts.
Tal como eu. Mas esclarecemos o caso.
ResponderEliminarCumpts.
Não ganhámos absolutamente nada, antes, só perdemos tudo o que tínhamos de melhor em todos os aspectos da sociedade. Tudo o que de mais agradável, mais pacífico, mais civilizado, mais impecável, mais correcto, mais ético, mais respeitado, mais íntegro, mais honesto e por isso mais invejado do exterior, sobretudo pelos gananciosos estrangeirados traidores à Pátria, foi substituído pelo que há de mais vergonhoso, mais escandaloso, mais corrupto, mais abjecto, mais vandalizado, mais violento, mais desrespeitador, mais falso, mais vil, mais infra-humano como os portugueses jamais imaginaríam vir algum dia a ser submetidos a um tão repugnante regime - na realidade vivemos subjugados por uma criminosa ditadura democrática - mailos inomináveis governantes, seus exclusivos representantes, que oportunìsticamente o introduziram à sua revelia. A imperdoável tragédia provocada pela miserável e gratuita amputação da Nação e o incomensurável sofrimento humano dela advindo, propositadamente infligidos por espíritos malígnos apátridas, ultrapassaram há muito o humanamente suportável pelo que urge pôr-lhe cobro mais cedo do que mais tarde. A bem ou a mal.
ResponderEliminarNão vejo como. Há muito que Portugal acabou.
ResponderEliminarPaciência.
E bom anno!
Mais ao lado ficava a Capri onde comi muitos garibaldis e patacas e onde, com a minha mãe,esperava pelo meu pai que trabalhava na ortecnica, no mesmo edifício cuja entrada era exatamente ao lado da Paris que por sinal era de um ex sócio do dono da Capri.
ResponderEliminarEra nessa época, o prédio mais alto de Lx., até o ministério das cooperações,mais tarde, ministério do trabalho, ter sido construído do outro lado da avenida, precisamente pelo meu pai.
Bons tempos.
Nunca frequentei muito a Capri. Ia mais à Roma.
ResponderEliminarFeliz ano 19!
O Café de Paris é obra dos arquitectos Virgínio Gouveia Gino) e Francisco Encarnação, propriedade do empresário francês Jacques Borel. Era uma obra demasiado avançada para o tempo, de grande qualidade. Infelizmente, o gonçalvismo matou a economia, e com este, muitos outros foram à falência.
ResponderEliminarGrato do testemunho.
ResponderEliminarCumpts.