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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

À sanha dos soezes

Calçada portuguesa, Rotunda (A. Passaporte, 1940)
Calçada portuguesa, Rotunda, 1940.
António Passaporte, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

8 comentários:

  1. Era mesmo este o tema de que estava à espera! O que se está a passar com a prometida(!) substituição, pela C.M.L., da calçada portuguesa em grande parte das ruas e avenidas de Lisboa, é um crime grave, um crime de lesa-pátria. E como crime que é, tem que ser penalizado da forma adequada. O senhor Costa não é dono de Lisboa e muito menos de Portugal, ainda que o partido a que pertence esteja completamente convencido disso mesmo.
    A calçada portuguesa, como elemento urbanístico único no mundo, faz parte incondicional do nosso património cultural. É extraordinàriamente apreciada e elogiada por todo e qualquer estrangeiro que nos visita. Ela está intrìnsecamente ligada à nossa arte superior de decorar os passeios de Lisboa e de muitas outras cidades do País. Com efeito esta arte muito nossa deveria ser considerada com todo o rigor património da humanidade e se ainda não o é, a culpa é com certeza do reles regime que nos foi imposto e que mais não tem feito do que destruir as nossas mais enraízadas tradições, depois de ter diabòlicamente retalhado aos pedacinhos o nosso País.

    Há que pôr termo a este crime, mais um, que a Câmara de Lisboa quer levar a cabo, se bem que, segundo as notícias, parece já o ter iniciado em boa parte da Baixa de Lisboa (este estilo de passeio é de tal modo apreciado no estrangeiro que vários responsáveis de países de língua oficial portuguesa têm vindo a convidar os nossos melhores calceteiros para o reproduzir em seus países). Não sei, não fui lá ver, mas se isso de facto aconteceu que haja pressão dos lisboetas e até dos portugueses no seu todo, para que os vendilhões de pátrias sejam travados na sua fúria assassina de o continuar a fazer, como acontece há décadas, destruíndo mais uma das nossas mais originais e belas tradições como Povo. Aliás isto está tudo ligado (como diz o outro), começam devagarinho e à sorrelfa para que os portugueses não se apercebam dos crimes e seguem a agenda tal como foi prèviamente definida e está a ser criteriosamente executada. Há que travá-los seja como for.
    Estrangeiros que nos visitam, entre eles alguns amigos de família que o fizeram há muitos anos, uma das referências que mencionam e que os deixa maravilhados, logo após elogiarem os Monumentos, a gastronomia e a claridade excepcional da cidade de Lisboa, é a perfeição dos passeios e os desenhos magnífica e primorosamente executados (òbviamente que os trabalhos e desenhos antigos, não os aldrabados e os vergonhosamente remendados que este reles regime tem desde há muitos anos mandado fazer à pressa) a lembrar-lhes os lindíssimos mosaicos romanos, de que felizmente ainda nos restam bastas e lindas amostras em várias cidades e vilas do país.

    Que se façam petições, umas atrás das outras na internet e em artigos nos jornais, as/os que forem necessárias/os, para que possamos travar-lhes (à Câmara e aos que com o seu beneplácito estão por detrás desta infâmia) os ímpetos assassinos que têm em mente, além dos múltiplos crimes já cometidos nos passeios de Lisboa - excluíndo aqui os inenarráveis e incontáveis urbanísticos, mas que, desgraçadamente a estes, aqueles felizmente ainda de fácil reparação. Decisões arbitrárias e indignas que só podem provir de mentes doentias. Como de resto e está provado à saciedade, o são todas as que habitam os cérebros dos políticos traidores que nos impingiram uma espécie de democracia que é tudo menos o que apregoa e que, para nosso permanente martírio, nunca mais desaparecem do mapa para sempre.
    Maria

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  2. Por lapso não chamei a atenção para esse belíssimo pedaço de calçada reproduzido na foto. Alguém já viu um calcetamento, tão brilhantemente decorado/desenhado, mais perfeito do que este, como aliás deverá haver ainda(?) muitos outros semelhantes em Lisboa e no resto país? Tanta beleza só é comparável com os bem conservados mosaicos romanos que eu tive a oportunidade de visitar e apreciar, entre outras, nas ruínas de Coninbriga, nas de Sousel e em Vila Real de Santo António e naturalmente as originais em Roma-Cidade-Eterna, a mais bela cidade do mundo. Arte essa na qual, não descurando a sua tradição milenar, a nossa se baseou, recuperando-a e adaptando-a aprimorada ao calcetamento dos passeios e Praças da Capital e de outras cidades do País.
    Maria

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  3. Bic Laranja8/12/13 16:22

    Qualquer argumento de que a calçada portuguesa é perigosa, cara ou trabalhosa de compor é sofisma: é voz de falsete à incúria, à mandriice e a negociatas esconsas a haver. O que estes tratantes tem em mente é a destruição paulatina de Portugal e das coisas portuguesas e de caminho imingirem-nos a fancarias e o pechisbeque dos compadres que lhes financiam a partidarite e vícios piores...
    Nada a fazer, com gente desta. Só fuzilá-los. Como não se faz, vamos definhando.

    Cumpts.

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  4. "Nada a fazer, com gente desta. Só fuzilá-los. Como não se faz, vamos definhando"... Ahahahaha

    Pode crer que esse seria o destino mais do que justo a aplicar aos miseráveis governantes que destruíram o país e desestabilizaram a saúde dos portugueses numa percentagem alarmante, muitos dos quais irreversìvelmente e muitos outros para lá do humanamente suportável. E mais, acredito sinceramente que esse destino seria (será, é) partilhado por 99% dos portugueses. Dos verdadeiros, como é evidente.
    Maria

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  5. André Sousa10/12/13 14:00

    Sou um curioso da calçada portuguesa...
    Faço o "convite", procurem as assinaturas dos calceteiros - pelo menos dois - dias (ou semanas)de dedicação, que maravilha!
    Cumprimentos,
    André Sousa

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  6. Concordo 100%. O fim último desta cáfila é varrer do mapa qualquer vestígio da identidade portuguesa. Há 40 anos foi a hecatombe abrilenta a despedaçar o corpo físico e moral. Agora completa-se a obra: os poucos restos vendidos ao desbarato à escumalha internacional que acaba de sair das cloacas. Há pouco houveram por bem dar cabo da Língua Portuguesa - que estava a incomodar os brasucas do "deixa-eu-tchi-falá", agora vão atrás das calçadas. Patifes. Só mesmo a tiro.
    Abraço amigo.

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  7. Bic Laranja11/12/13 22:59

    Boa ideia!
    Vi um artigo numa revista municipal muito antiga sobre os mestres calceteiros. Hei-de ver se o acho.
    Obrigado!

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  8. Bic Laranja11/12/13 23:02

    Depois dos entreguistas de 74 assinarem a capitulação final em 85, Portugal acabou. Mas parece-me que nem com sinecuras e prebendas de fora desistem de pilhar os destroços.
    Cumpts.

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