O jornal
Comprar jornais agrafados dá nisto; ter de gramar suplementos acorditas tramados de descartar.
No «Especial Ensino Superior» do Sol (28/VI/13, p. 4) um administrador adjunto da Lusófona procura passar a sua mercadoria nos intervalos da borrasca. Em tempo de socratices relvadas e licenciaturas anuladas é admirável ler alguém em delírio de página inteira em que não falha a redacção de analfabeto (deve ser lusofonês) fazendo que o rei não vai nu.
O que procura o jovem que passeia pela floresta?
É um rico títalo. O jovem há-de ser o rapazolas da imagem, arvorado administrador adjunto, passeando-se na floresta dos incautos à cata dalgum capuchinho. Dado à dialéctica, antecipa logo ali um «Porquê a Universidade Lusófona?» como se fosse o porque tens os dentes tão grandes? -- Ocorre-me que a resposta desenganadora da fome podia ser uma de 0% de calorias... Mas não. O rapazolas embrenha-se mais na floresta: a Lusófona afirma-se [i.é, tem-se, diz de si] a maior instituição de ensino superior portuguesa do subsetor [sic]... ; o maior projeto [sic] de língua portuguesa [nota-se] presente em Portugal e velhas províncias ultramarinas...
É a maior. Do subsector e em projecto... -- Valente! Isto é que é grandeza.
Quem diria da falta que um saca-agrafos pode fazer na praia. Vale-me que sou novo e estou de férias: tenho tempo para isto.
Pinhalmar
O supermercado Pinhalmar mudou de nome -- Sol da Falésia. A senhora foi quem me disse, foi quem reparou.
Tem sentido. O pinhal tem sido tão rapado que o Sol passou a bater mais na falésia.
Pinhalmar, Algarve - (c) 2011
Tarte de queijo
Fim de almôço. Pergunto das sobremesas à empregada.
-- O cheesecake, a mousse e o tiramisu são caseiros -- recomendou.
-- Tarte de queijo, então, se fizer favor.
Tarte de queijo (cheesecake segundo o dicionário de língua portuguesa Priberam).
(-- Esta vida de turista!..., 30/VI/2013. Caderninho de capa preta.)
Não assinalou a amarelo 'subsetor'. Foi distracção sua ou será que sempre se escreveu assim e eu nunca dei por isso?...
ResponderEliminarQuanto ao destempero do artigo, nem vale a pena opinar.
Maria
Reparei que o faz no seu texto, chamando irònicamente e bem a atenção para esse facto, mas referia-me especìficamente ao artigo de jornal (que será porventura a única coisa em que eles repararão), como é dedutível.
ResponderEliminarMaria
Essa e a do projêto havia de tê-las riscadas a vermelho, sim senhora. Mas o que resolvi sublinhar foi literalmente que a Lusófona é a maior e em que dimensões é a maior.
ResponderEliminarCumpts.
O grotesco é tal vir do sítio que vem, mal frequentado, pois então! Terá o caro Bic , conseguido arribar sem vomitar?
ResponderEliminarCumpts
Seguiu-se concerteza o cofee-break.
ResponderEliminarIsto é que são alimárias, nem Português sabem falar e é só alarvices -tee-shirts; joggings, até o pessoal das obras já não fala no pessoal, tem escrito nas costas da camisola STAF...que país de analfabetos minha nossa...
Andamos a caminhar para a americanização, como já antes se deu por cá a romanização.
ResponderEliminarCumpts.
Ah, não. Esta coisas divertem.
ResponderEliminarCumpts.
mas o bolo de café e natas também se come bem (tiramisu, receita italiana a qual aprendi a fazer com os programas de culinária que passam (ou passaram) na televisão e que me ensinaram alguns truques de cozinha e os mesmos programas me inspiraram para algumas receitas minhas nesta minha nova actividade que é ser cozinheiro.
ResponderEliminarEmbora eu tenha aprendido de tenra idade a arte de fazer comer, apenas me tenha entregue a esta arte nos tempos mais recentes e aprendi de tenra idade porque faz parte da família tanto os filhos como as filhas aprenderem e ensinarem a cozinhar; no entanto tive tios ou que não quiseram aprender ou ensinar a cozinhar e esta transmissão felizmente a minha irmã fez aos meus 4 sobrinhos e espero um dia que tenha filhos também fazer o mesmo
Temos um Chefe Silva, já vejo.
ResponderEliminarBolo de café e natas. A ver se fixo este nome.
Cumpts.