A praia de Carcavelos. -- Tinha um senão; era longe da estação. Tinha de se andar um pedaço. Para a da Parede andava-se menos. E tinha iodo, fazia bem (talvez não à comichão...)
Praia de Carcavelos, post 1953.
Estúdio de Horácio Novaes, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G.
Nota: o automóvel encostado no sentido de Lisboa tem matrícula de 1953. E parece-me bem faltar-lhe uma roda...
Caro BIC
ResponderEliminarRealmente não tem uma roda. Como está perfeitamente encostado, presume-se que tenha sido levada para reparar um furo, e que não tenha sido por perda da mesma em andamento ...
Dono do carro nem vê-lo ... Triângulo de sinalização, ainda não existia ... Perigo? Nem por isso, pois os carros eram mais lentos e o trânsito era diminuto, como se pode observar pela foto.
Se fosse hoje, a fila que não seria ... Além de que já estaria sendo «guardado» por uma patrulha da "Brigada de Trânsito", aguardando a chegada do reboque ...
Os meus cumprimentos
José Leite
E o que se encaminha no sentido de Cascais parece ser um Taunus.
ResponderEliminarObservação muito a propósito. Obrigado!
ResponderEliminarCumpts. :)
Taunus 12 M. Bem lançado.
ResponderEliminarCumpts. :)
Obrigado,não me lembrava do modelo.Tenho-o na memória visual tal como outros dos meus tempos da Primária.E praias...eram as da Outra Banda,quando as ainda havia extensas, ao fundo da Rua dos Pescadores,podendo a gente ir,se quisesse,à beira-mar,até à Lagoa de Albufeira.Que tempos esses!
ResponderEliminarCumprimentos.
José
A outra banda...
ResponderEliminarCumpts
Muito obrigado por me facultar essa foto da Costa de Caparica.Emociono-me.Quantas vezes desci essa rua,primeiro com os meus pais,depois,já adolescente,
ResponderEliminarsozinho ou com amigos.
Hoje evito lá ir,sofro sempre.Não consigo adaptar-me ao que lá está e muito menos à vizinha cidade de Almada.
De resto,quem não conheceu não tem estes problemas.
Cumprimentos.
José
Caro José
ResponderEliminarQua praia frequentava? Eu ia sempre para o Dragão Vermelho, onde pontificava o Sr Jaime, pescador que fazia de banheiro durante o verão e orientava os banhistas sempre à beira-mar, que aquelas águas não eram para brincadeiras.
Os primeiros vinte verões da minha vida foram aqui passados. Com a D. Maria dos bolos, o Sr Daniel das bolas novas, os barquilhos, o teatro de fantoches na praia, as idas à mata jogar mini-golfe ou ver os Pais a jogarem ténis, e mais tarde para os namoricos de Verão. As noites na esplanada do café do Sr Duarte, os gelados na esquina do começo da Rua dos Pescadores (e o nome que já lá vai) e as matinés dançantes na discoteca contígua. Nem falar das vezes sem conta para trás e para a frente na Rua dos Pescadores ou os passeios de bicicleta. No tempo em que a estrada para a Fonte da Telha ainda era de terra batida e se vinha de cacilheiro à Trafaria apanhar a camioneta que descia pela estrada dos Capuchos.Caro José espero não o ter emocionado de mais. Recordar faz-me viver.
Caro JCB
ResponderEliminarDe facto tudo isso me toca fundo.
E o JCB está com melhor memória que a minha...
Alguns nomes já não recordo mas o banheiro Dragão Vermelho impunha-se,pelo nome,na minha infância.De todos os vendedores de praia não esquecerei o "lá-vou-eu" com o carrinho de mão e uma campainha a tilintar à frente;os das batatas fritas caseiras;os do "olá gelados"e do "rajá fresquinho";sim senhor,também apareciam as barraquinhas dos "robertos",a "língua da sogra".Lembro-me que logo no começo da Rua dos Pescadores cheirava a maresia.E no passeio esquerdo dela,indo na direcção da praia lá estava a gelataria(seria a Rifera?Ou confundo com a de Almada na Praça da Renovação?).Alugavam-se bicicletas e a Empresa Piedense-Trafaria, de camionetes azul-prateadas,assegurava os transportes.
E Almada é outra ferida ainda mais profunda,não posso lá ir.
Saúde!Obrigado por estas recordações.
José