Em 1933-34 ainda andava Afonso Costa, desde Paris, com sêde panfletária contra Salazar. Valia-se para isso da imprensa brasileira. Salazar focava-se meramente no essencial: Portugal e os portugueses. E encerrou logo a questão com tais estrangeirado e estrangeiro.
«O dr. Salazar recusa a discussão objecti-
vamente comigo por saber que não me calarei».
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«Ao fim de três anos capitulou.
O que não obtivera a habilidade do jorna-
lista conseguiu o ódio contra a Ditadura Militar...»
As duas frases transcritas são — a primeira, do sr. dr., Afonso Costa, na entrevista concedida a um jornalista brasileiro e publicada no Portugal Republicano, do Brasil; a segunda, do jornalista entrevistador, e é extraída da nota preambular do livro por este pretensiosamente intitulado A verdade sobre Salazar, com a matéria da entrevista e alguns aditamentos. É. sabido que o sr. dr. Afonso Costa, como outros políticos inimigos, não suporta que eu não responda às suas acusações à ditadura nacional, e amigos dedicados da presente situação política parece não compreenderem bem a razão deste silêncio e perguntam a si próprios por que se não aceita a discussão, demais sendo corrente darem-se contas ao País do que se faz ou do que se intenta fazer. A resposta a essa curiosidade está dada acima: o jornalista proclama na capa do seu livro vir dizer sobre um homem público a verdade e confessa tê-la arrancado ao ódio do inimigo; o entrevistado, se eu discutir as suas afirmações, promete não se calar mais... O debate está assim encerrado, antes mesmo de se abrir; o que se segue é apenas para Portugal e para portugueses.Carlos Camposa, Salazar. Respondendo a Afonso Costa, [Editora do Minho], [Barcelos], 1976, pp. 14-15.
O excerpto é duma nota oficiosa de Julho de 34 àcerca das pasquinadas de Afonso Costa e do brasileiro José Jobim dada de novo à estampa num opúsculo de Carlos Camposa em 76 e em boa hora divulgado ontem e hoje pelo confrade José na Porta da Loja.
Disto não se apanha todos os dias. Na introdução do raro opúsculo Camposa fustiga a tropa fandanga que produziu o grande acidente nacional e acabou com Portugal. Vede por vós se tinha ou não razão.
Algumas das constatações feitas pelo Dr. Salazar, que observou e descreve-as brilhantemente n'alguns parágrafos desta sua resposta a Afonso Costa relativamente aos debates de baixíssimo nível e mesmo insultuosos produzidos entre os parlamentares da 1.ª República e, segundo palavras do Estadista, sem qualquer préstimo para a boa governação do país, aplicam-se que nem uma luva às cenas indecentes (para inglês ver, fingindo que estão a resolver sèriamente os problemas ue afligem a Pátria...) que os seus descendentes directos desta farsa de regime têm vindo a exibir indignamente na Assembleia da República já vai para quarenta insuportáveis anos. Estes pseudo parlamentares ' de hoje aprenderam na perfeição as mesmas manhas hipócritas e cínicas (sem falar na corrupção e criminalidade) com os seus antepassados e têm-nas aplicado direitinho, sem tirar nem pôr.
ResponderEliminarMaria
Já estava a estranhar a sua ausência...é bom vê-lo por cá novamente no blog
ResponderEliminarCts
Eu gostava era de ler o comentário sobre o 25 de Abril...
ResponderEliminarS.n.=Paixão
ResponderEliminarSe premir a capa do opúsculo poderá lê-lo.
ResponderEliminarCumpts.
Grato.
ResponderEliminarCumpts. :)
Os meus calorosos votos de bom regresso a estas lides a D. Maria (Brites de Almeida!).
ResponderEliminarCumpts
P.S. Se for necessária mais alguma pá, estou disponível!
O parlamentarismo é (está no termo) palavreado em acção. Ora agir por palavras produz o quê, senão debate estéril? -- Neste caso de Afonso Costa eram mentiras a rodos, tão grosseiras que nem foi preciso muito para as desmascarar. Mas Salazar bem media o desperdício que a pirotecnia palavrosa podia causar: «... por vezes, seria preciso escrever um volume para rebater só uma frase idiota.» O resultado podia ser ele outro que não fazê-los calarem-se?
ResponderEliminarCumpts.