Quando em 2012 a cadeia de supermercados do Continente resolveu fazer o frete ao governo (a troco de quê?!…) e passou a publicar cartazes, folhetos e prospectos na cacografia Outono/Inverno da moda, eu reclamei. Reclamei, mas não me fizeram caso.
Pois fiz eu caso. Fiz caso e resolvi aviar-me noutra mercearia.
O Pingo Doce mudou-se para a Holanda. Diz o seu administrador, o sr. Santos, que por lá as leis do comércio não mudam a cada minuto. Diz mais: diz que a Holanda fomenta a expansão das empresas de Direito holandês para inúmeras partes por meio de acordos (lê-se acôrdos) internacionais. O governo português bem sei eu o que fomenta…
O Pingo Doce fez o frete de ir pagar impostos ao reino da Holanda. O Continente fez o frete à República Portuguesa de fomentar por aí o caco gráfico do governo. Cada um semeia onde almeja colher, eu me parece…
Eu, por mim, semeio aqui os factos. O gráfico demonstra quem — no caso do meu frigorífico — sai a lucrar ou a perder com o caco gráfico. Esta também é uma medida do negócio ortográfico em Portugal.
À atenção de fregueses e merceeiros.
Eu faço o mesmo.
ResponderEliminarhttp://gra-zen.nuno.net/2012/12/como-poupar-milhares-de-euros.html
E há mais gente assim:
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2254829&seccao=%D3scar%20Mascarenhas
http://ilcao.cedilha.net/?p=4032
Ora bem! Assim é que se fala ou melhor, escreve. Por acaso ainda não tinha reparado nesse 'pormaior' que refere. Tenho dois desses supermercados perto de mim e por uma questão de limpeza (o chão do Continente encontra-se sempre nojento) e de mais variedade de géneros alimentícios, tenho preferido o Pingo Doce. Se bem que anteriormente e até aparecer aqui o Pingo Doce, era no Continente que me abastecia. E uma vez por outra ainda lá vou..., quer dizer, ia.
ResponderEliminarMaria
Tudo somado há-de dar uma cifra valente. Se o merceeiro da SONAE não se incomodar deve ser porque embolsa em forma de subvenções dalguma espécie...
ResponderEliminarCumpts.
Em quanto andam de barriga cheia podem esses merceeiros não se incomodar desperdiçar uns milhares/ano por cliente. Mas quando lhe minguar a «cheta» hão-de cá vir.
ResponderEliminarEntre tanto, mesmo no merceeiro franduno, fica na prateleira todo o artigo com rótulo neobrasileiro. Só por distracção...
Cumpts.
Parabéns pela decisão! Assim é que é! Boicoto o que posso, pelos mesmos motivos, e previno sempre.
ResponderEliminarEu também boicoto a mercearia do sr. Belmiro, que para além do péssimo gosto quanto ao dialecto português a utilizar, ainda parece fazer alarde disso, com grafias "acordistas" que parece saltarem à vista...
ResponderEliminarDo que me apercebi, a mercearia do sr. Santos ainda escreve em português; as restantes (dos messieurs franceses, dos herren alemães...) parecem utilizar outro estranho "patois", o mixordês.
Mas onde queria chegar era aqui: não deveríamos deixar, activamente, deixar o sr. Belmiro e lacaios saber do motivo do nosso boicote? Seria bem mais eficaz que apenas deixar de frequentar aquelas (más) paragens...
Sim. O inglório disso é que (cheira-me) o merceeiro Belmiro cobra os lucros cessantes, neste caso como noutros, em subvenções e incentivos estatais. Tal é a promiscuidade com a situação.
ResponderEliminarConvinha no entanto algum pasquim dar eco destes boicotes. O caso apresentado é real, as contas são rigorosas, portanto...
Cumpts.
Prevenir também faço. E não cesso de espantar-me da profunda ignorância a quem o transmito. Chego a perguntar-me se a maioria dos indígenas sabe que raio de idioma fala.
ResponderEliminarCumpts.