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quinta-feira, 14 de março de 2013

Da sarna de Estado



Acrescem a esta sensação de abjecta náusea três condimentos que não posso deixar de partilhar com V. Exª, a saber:



  • eu não sei o que são "faturas", termo que parece aludir à grafia do termo "factura" adoptada unilateralmente por Portugal num pseudo-acordo bacoco e provinciano que os demais mutuários foram rejeitando paulatinamente.

  • por quem me toma o senhor ao sugerir a minha licantropização em chibo do Estado, quando bem sabemos que nada, repito NADA da colecta fiscal vai parar onde deve, sendo perdida nos incontáveis orifícios que os canais de distribuição estatais tão astuta, sagaz, copiosa e consanguineamente criaram para si mesmos?

  • a legislação em vigor, como muito bem escreveu ontem o digníssimo procurador-adjunto Pinto Nogueira, é feita com o fito sistemático de onerar quem produz com o sustento cíclico e voraz de quem se acoita no Estado; para isto não dou um segundo do meu tempo.



Fernando dos Santos, «Carta Aberta ao Director-Geral da Autoridade Tributária», in Estado Sentido, 14/III/13.

2 comentários:

  1. Inspector Jaap3/4/13 23:14

    Este Fernando Santos, pertence a uma espécie em vias de extinção: a dos vertebrados com cérebro e coragem, sabem, feito daquela massa dos portugueses de antanho que mandaram os castelhanos às malvas em 1140 e, pasme-se, mais difícil ainda mandaram (também) os outros ao mesmo sítio em 1640. Os meus cumprimentos para ele também.

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