Admira-me gente que se alardeia humilde vir dizer: — Em muitas horas de emissão, se esse é o único erro / lapso / gralha a apontar, muito obrigado! Só nos dá a certeza de estar[mos] entre as melhores empresas de tradução.
Admira-me gente que se tenha na grande conta de estar entre os melhores da tradução e legendagem não reconhecer na expressão de escárnio «grafia macaca-casteleira» uma invectiva ao autor do sistema cacográfico com que irresponsavelmente segue em mutilar o português e a tome ensimesmadamente respondendo-me que desconheço por completo o trabalho que está por detrás de uma tradução e legendagem.
Admira-me sobretudo gente que maneja tão laboriosamente o idioma conseguir com vanglória e alardo escrevê-lo com menos letras do que os sons que se dizem.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Tradu... mutila
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Visitando o site da empresa, na parte de Curiosidades, Curiosamente ainda se consegue ler Português tal deve ser escrito.
ResponderEliminarCumprimentos,
Mario
Mera curiosidade. (Ao que chegámos!)
ResponderEliminarCumpts.
Eles mutilam tudo! Nem queira saber como se encontra a minha Pensão, sem braços, sem pernas, enfim, está quase por metade. Ah! ganda gatunagem!
ResponderEliminarMas será que estou a ver bem e aquela coisa onde está afixado o anúncio é uma 'instalação' (em madeira?, em plástico? em cortiça? em material descartável? representando o território português/mapa de Portugal? E aquilo foi ali colocado especìficamente para prantar o anúncio?...
ResponderEliminarMaria
Sim. Portugal em madeira prensada e pintado de preto, empinado num caixão da L'Oréal. A Praça do Saldanha serve de expositor.
ResponderEliminarCumpts.
Claro que o meu comentário se referia ao tema anterior.
ResponderEliminarMas e é permitido em plena Praça do Saldanha exibir um anúncio daquelas dimensões, abstraíndo o facto de estar disfarçado com a representação do mapa de Portugal? Isto seria impensável no anterior regime. Mas, lá está, contràriamente a este regime de oportunismo e de hipocrisia máximas, o Estado Novo pautava-se pela seriedade, pelo rigor, pela recta intenção e pelo respeito absoluto pela coisa pública.
Imagino as brutas contrapartidas que a Câmara de Lisboa terá recebido (ou seria melhor dizer, o seu presidente?) da L'Oréal de Paris - que gasta biliões em anúncios por tudo quanto é sítio, desde todas as televisões a todo o tipo de revistas e jornais de todos os países do mundo - por ter autorizado esta 'instalação' extemporânea? Isto só visto, contado ninguém acredita.
Maria