| início |

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

[Sem título]


— «Ao primeiro tiro — continua o Navarro — a cabeça do rei descahiu para a frente, ao segundo tombou para o lado». O Buiça, que tirára a carabina debaixo do gabão, apontava e descarregava. O principe real ergueu-se — cahiu varado. A rainha, louca de dôr, sacudia o Alfredo Costa com um ramo de flores. — Então não acodem?! Não ha quem me acuda?! — Ninguem.


Raul Brandão, Memórias, 1.º vol, Renascença Portuguesa, Porto, [1919], p. 173.

El-Rei Dom Carlos, a rainha D. Amélia e o infante D. Manuel, L. D. João da Câmara (A. C. Lima, ante 1908)

El-Rei D. Carlos, a Rainha D. Amélia e o Infante D. Manuel
, Largo de Camões [Pr. D. João da Câmara], ante 1908.
Alberto Carlos Lima, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..


4 comentários:

  1. A sabrada do Tenente Figueira veio demasiado tarde.

    Abraço

    ResponderEliminar
  2. Carlos Portugal1/2/13 11:03

    Ou a do meu bisavô, que era um dos oficiais comandantes da Guarda Real...
    Foi depois, já na república (com letra pequena) assassinado pela GNR a golpes de sabre, em casa, à frente das filhas menores, pelo «crime» cometido ao tentar defender a Família Real...

    ResponderEliminar
  3. Não estranho. Lamento.
    Cumpts.

    ResponderEliminar