Recebi uma cartinha da A.R.S. de Lisboa e Vale do Tejo... -- dantes dizia-se com mais propriedade Estremadura mas ia lá o povo agora perceber sentido nos estranhos nomes das províncias portuguesas. Também ninguém no ensina...
Adiante.
Recebi uma cartinha da Administração Regional de Saúde a dizer-me que por conta de não sei quantos despachos e decretos me riscavam do posto da Caixa (dantes dizia-se assim mas agora chamam ACES à coisa; nem sei o que significa). A cartinha veio ofensivamente em acordês mas era assinada por ninguém menos do que o sr. Presidente do Conselho Directivo. Isto mesmo: Directivo. Não é espantoso?!
Não sou de fazer esperar gente de títulos em tão recto português e vai daí respondi-lhe prestes -- até redigi à mão -- que, já que a lei mo permite, me mantivessem a inscrição no posto da caixa (ou no ACES ou lá como é) e que fizesse o sr. Presidente do Conselho Directivo o favor de transmitir esta minha tenção aos respectivos serviços.
Disse-lhe mais, mas o principal foi isto.
Muito bem respondido Bic Laranja. Este processo de "reorganização" está muito pouco organizado. Um familiar meu que infelizmente tem de frequentar o medico de família com alguma frequência (1 vez por mês pelo menos), recebeu esta semana essa mesma carta.
ResponderEliminarCumprimentos,
Mario
São duma eficiência impressionante, não são?
ResponderEliminarCumpts.
Parabéns Caro Amigo! Autêntico Lidador da Língua Portuguesa! Se os portugueses seguissem o exemplo do Amigo, garanto que o "acordês" já estaria no contentor do lixo.
ResponderEliminarAbraço.
Os portugueses até hão-de fazer melhor do que eu. Os inertes não são portugueses.
ResponderEliminarCumpts.
Tanto gostava de o acompanhar nessa manfestação de fé nos portugueses. Infelizmente, de um povo que não lê (porque isso é basicamente uma perda de tempo, para "intelectuais", tão logo ultrapassa as revistas de resumo de telenovelas e os jornais ditos desportivos ou de sangue), que resume o acto de escrever à pratica da assinatura - com ingénua caligrafia de instrução primária (os que ainda a fizeram nos tempos em que dava digna preparação, ainda que "primária"), se requerida, num qualquer papel para uma consulta médica ou a obtenção de um subsídio, e que por estes tempos se vê largamente reduzido à sobrevivência, não o posso fazer.
ResponderEliminarHaja a tal nossa "seleção" (assim grafada em camisolas que esses portugueses exibem orgulhosos!) e as doses cavalares de futebol, novelas e restante entretenimento embrutecedor. Isso é o que interessa. Quanto ao aborto ortográfico, pois se até vem simplificar (pensam eles e assim lhes é estremecidamente servido pelo Poder)!... E mais, vem - como eles acreditam - aproximar-nos da escrita brasileira!
Ora haverá não-brasileiro que mais esforçadamente queira ser brasileiro do que um português médio?
Nós seremos Velhos do Restelo, única referência minimamente erudita (e não tanto por seu mérito, na circunstância, antes por demérito de quem a cita) que conseguem papaguear e, ainda por cima, pervertendo-lhe completamente o significado.
E assim continuaremos. Lutando a nossa guerra. Que bem receio perdida.
Costa
A D O R E I ! ! !
ResponderEliminarMuito bem.
Mais uma vez... de acordo consigo.
Parabéns.
No Diário da República nº 193, de 6a-feira 23 de Agosto de 1991, vem a ultima novidade LEGAL sobre como escrever.
ResponderEliminarDecreto do Presidente da República nº 43/91
Abraço do eao