Dei por que a fonte monumental da Alameda tornou a funcionar no Natal. Na última que dei conta de tão extraordinário sucesso foi sol de pouca dura. Pôs-se logo para obras -- cuido que desde 2006 a fonte não funcionava. Mas aposto que desta agora a obra tem garantia até às autárquicas -- se não for do empreiteiro, há-de ser do município. -- Felizes tempos democráticos que dão ao transeunte já desabituado o desfrute pleno da monumentalidade da Alameda. Quase que faz esquecer o tempo da Laranjina C, quando a fonte se ligava diàriamente e se via sempre iluminada ao entardecer. O que era, era só em dias comuns porque, claro, não havia eleições.
Fonte Monumental, Alameda de Dom Afonso Henriques, c. 1970.
Estúdio de Horácio de Novaes, in Bibliotheca de Arte da F.C.G.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Obras na Alameda
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Quer queiramos ou não, eram tempos de uma certa ordem, em que a CML estava ao serviço de Lisboa e dos lisboetas, não ao serviço de caçar votos para as eleições...
ResponderEliminarE um país tão belo cheio de mentecaptos.
ResponderEliminarTenho mais de 50 anos e nunca vi aquela fonte a funcionar regularmente. Lembro-me de ser criança e ir de propósito vê-la funcionar com os meus pais, tal era a raridade do acontecimento. Isto nos fins da década de 60, príncipio de 70.
ResponderEliminarPois eu em menino (anos 70 a correr) lembro-me bem de vê-la a funcionar regularmente à tardinha, e iluminada quando os dias eram curtos. Devemos ter memória a pregar partidas...
ResponderEliminarCumpts.
O que só desfeia.
ResponderEliminarCumpts.
Lá isso pelos votos é que não era. E não se perdia nada, se se pode dizer.
ResponderEliminarCumpts.
Pois eu também me lembro de a ver sempre em funcionamento pelos anos sessenta e princípios de setenta (até 74, òbviamente...). Só para fazerem a limpeza do fundo do lago é que paravam o seu funcionamento. E isto era só de quando em vez porque havia civismo e educação na população e ninguém atirava papéis e outro lixo para dentro d'água ou sequer para o chão das ruas - não é como agora em toda a cidade.
ResponderEliminarLisboa, em todos os seus aspectos, está um autêntico nojo.
Pelos motivos apontados, no tempo do 'tenebroso faxismo' a Fonte Luminosa (e todas as outras fontes do país) andava sempre limpa, disso também me recordo.
Mas eis que chegaram os abrileiros e o respeito pelo bem público, pela autoridade e pela ordem, foram substituídos d'imediato pelo desrespeito, pela desordem e pelo esterco por toda a parte.
Maria
Pois! Também me parece.
ResponderEliminarCumpts.