A chouriceira chamada «Jornal da Tarde» procura enfardar-me o almoço com a rábula do Bibi. Vem-me à memória uma frase impressa numa parede da Alameda, lá pelos anos 80, uma era em que a pintura mural apolítica se resumia a vulgaridades tipo Zé Bastos. Esteve lá aquilo bem uns dez anos: Bibi é... -- Rábula não era bem o termo naquele tempo...
Adiante.
Uma moça sem ares de génio é entrevistada à porta da escola António Verney, no alto da Madre de Deus. Nossa Senhora lhe valha!
-- Mónica, como foram as notas?
-- Mais ou menos. Tive seis negativas.
O pé de microfone vira-se para a mãe que ri alvarmente para a câmara, contentinha da vida com os seus riquinhos cinco minutos de fama. Dantes, quando não havia farturas sociais de (re)inserção de inúteis na moleza nem incentivo geral à falta de préstimo nos estudos, esta mãe havia de ter aprendido quanto a vida custava e adquirido um módico de pudor para não expor a burrice da filha. Talvez nem fosse pior vergonha a de lhe pregar alguma nas ventas pondo-a a toque de caixa caminho de casa para esconder a triste figura. Hoje é esta miséria, assim, exemplo digno de nos ser servido a par do almoço, quanto mais não seja para servir o propósito de propagandear um valiosíssimo Plano de Acompanhamento Pedagógico que substitui um já anteriormente precioso (estou certo) Plano de Recuperação. -- Precioso e valioso justificam-se sobretudo pelo sentido de preço, por custarem bom valor ao erário -- maiúsculas da designação já incluídas. -- Ele nas palavras dum professor José Eduardo entende-se tudinho muito melhor!...
-- Um plano [de acompanhamento] pedagógico é um plano que substitui o plano de acompanhamento [não era de recuperação?] e de facto dá à escola condições para que possa acompanhar com eficácia (tentar acompanhar) os seus alunos, aqueles que na sua avaliação ao longo do primeiro período, neste caso, o conselho de turma detectou que eles teriam carências a nível de acompanhamento.
Sem planos de acompanhamento pedagógico o ensino acompanhamento de alunos não seria nada, especialmente dos que têm carências na aprendizagem a nível de acompanhamento.
E sem professores josés eduardos não andaria o ensino eduquês tão à nora, é o que é.
Junta da Província da Beira Litoral, Portugal, [s.d.].
Estúdio de Mário de Novais, in Bibliotheca de Arte da F.C.G.
Qual o motivo por que estas meninas (e um menino?) estão descalças, se estão tão arranjadinhas nas suas impecáveis fardas? E numa sala igualmente impecável? Que estranho.
ResponderEliminarMaria
Não sei. Uma ordem de irmãs descalças?...
ResponderEliminarCumpts.
De facto, só pode.
ResponderEliminarThanks:)
Maria
Será a Ordem das Clarissas Descalças, das Franciscanas Descalças ou das Descalzas Reales (pertencentes ao Convento com o mesmo nome, em Valladolid)? Uma destas será de certeza.
ResponderEliminarMaria
Relativamente ao seu texto, também vi a cretinazinha maila cretinazona, a mamã da cretinazinha.
ResponderEliminarQuando ouvi:
-- Mónica, como foram as notas?
-- Mais ou menos. Tive seis negativas., eu e a minha mulher íamos caindo da cadeira abaixo.
E ela, que foi professora durante muitos anos...
Realmente é uma tristeza esta gente.
Se eu chegasse a casa com 6 negativas.... nem quero pensar nisso.
Lembro-me de uma vez ter um 9 a matemática e la´em casa parecia o Campo Pequeno em dia de festa.
Com cretinazonas daquelas, só pode haver cretinazinhas!
Um abraço e bom Ano Novo!
Pois...
ResponderEliminarIgualmente!
caro BIC
ResponderEliminarAdoro a fotografia e depois há aquela luz que inunda toda a "atmosfera".
Mérito do fotógrafo. Mas obrigado!
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