Há dias perguntava-me um estimado correspondente se o verbo «desvanecer» podia ser intransitivo. Não me disse onde o achara.
O Priberam diz que sim. O Aulete, na 1.ª ed. (1800 e carqueja), dá-o como transitivo ou pronominal. Só. E chega. Cheira-me a modernice; essa crioulização dos verbos pronominais que para aí esvoaça em perdigotos de mentecaptos: afastou o papel p[a]ra um lado, também fechando o tinteiro — e enfim desvaneceu. (Francisco Dantas, Cartilha do Silêncio, São Paulo, 1997). Uma das maiores revelações da literatura brasileira, a crer na descrição do produto...
Com esta ainda não topara eu. Fico-lha a dever. Como conspurcação crioula ficamo-la todos a dever a quem bem sabemos.
Diccionario Contemporaneo da Lingua Portugueza [Aulete], Lisboa, Imprensa Nacional, 1881.
sábado, 27 de outubro de 2012
Desvanecer, v. tr.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário