O artigo da tradutora Paula Blank, ontem no Público, é oportuno. Mais do que a ridícula tradução brasileira, o artigo aflora o problema (sério) da clareza das instruções de manuseio de equipamento hospitalar. A complexidade do equipamento e os riscos de mau manuseio são para os doentes, òbviamente, enormes. A displicência de alguns fabricantes (apesar da lei) para poupar tostões num tradutor nacional roça o criminoso. -- Se é para salvar vidas que fabricam equipamento hospitalar tão complexo, que sentido faz pô-las em risco com a tradução incompreensível de manuais de instruções? -- Eles, os fabricantes, não querem saber de avisos que os façam gastar dinheiro. E bem hão-de poder alijar a culpa, mormente por serem levados na falsa crença de a «unificação» ortográfica tudo resolver, indiferentemente, em termos de tradução para Portugal ou para o Brasil. Vede só até onde o reflexo do desconchavo ortográfico, com a mentirosa propaganda de união do português com linguagem portuguesa brasileira, pode levar o seu efeito nefasto.
O «acordo» ortográfico, não só faz mal à saúde, como põe a vida em risco.
Manual (apesar de tudo sofível) duma máquina de lavar roupa. Serve de ilustração.
(Revisto às seis e vinte da tarde.)
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Acordo ortográfico: um perigo para a saúde
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Caramba, que não é todos os dias que se me depara um trecho tão curto com 2 palavras de que desconheço totalmente o significado; mas, como diz o outro, o artista esforça-se, e eu vou tentar a minha sorte:
ResponderEliminarAlvejo – Será a acção do homem das setas, o setor, ou é miro, em árabe?
Javel – só conheço Jardel, o dos golos; mas, se calhar, é outra coisa: algum dispositivo de máquina de lavrar cérebros, calhando!
Reconhecido fico eu, se algum leitor de aquém ou além-mar tiver a fineza de me esclarecer.
Cumpts
Água de javel é... lixívia! Esta "googlei", é claro, porque não fazia a mais pequena ideia. "Alvejo" presumo que seja "branqueamento". "Alvejar" consta do Houaïss (Pt-Pt) mas não o s.m.
ResponderEliminarEnfim, de facto mais vale o Google Translate...
Com os meus agradecimentos! :)
ResponderEliminarQuanto ao seu comentário acerca do Google: concordo; ao menos não passa de uma maquineta, assim a modos que de atendedor de chamadas.
Cumpts
A propósito das afirmações e críticas, correctíssimas aliás, desta senhora tradutora, volto a bater na mesma tecla: as pessoas que escrevem em jornais, revistas e que, nas televisões, pontificam na legendagem dos noticiários e reportagens, mais aqueles que traduzem os diálogos de filmes e documentários e um infindável etc., teimam em não conjugar o verbo principal de cada uma ou das várias orações/proposições que podem constituir uma única frase ou parágrafo, quando é por demais sabido que respeitar uma tal regra gramatical é absolutamente obrigatório.
ResponderEliminarEste inominável crime de lesa-pátria, soma e segue. Os assassinos da língua portuguesa continuam impantes a tratá-la aos pontapés. O mísero estado em que ela se encontra e o fim para que inexoràvelmente caminha, consequência directa do desnorte que rege o respectivo ministério, mais as aviltantes directivas que de lá emanam com força de lei, eis o que esta maralha sem vergonha projectou secretamente há mais de quarenta anos e que, eureka!, uma vez quase alcançado o seu desígnio final - e caso os portugueses de bem não lhes cortem os ímpetos maléficos de imediato - atingirão fatalmente o seu zénite. Estes malditos apátridas que, vindos da estranja, deram à costa com o exclusivo fito de destituir Portugal de todas as suas maiores grandezas, sendo a língua-mãe uma delas, não necessitam apenas de ser desalojados do poder, mas corridos para fora do país com a máxima urgência. O mal político que nos fizeram a somar ao pesado e criminoso fardo económico que nos foi legado e que iremos carregar (e pagar com língua de palmo) sem culpa alguma durante décadas, é, além de gravíssimo, demasiadamente doloroso para ser suportado sequer por mais um dia e muito menos por mais cinco ou dez anos.
Maria
Maria, às vezes uma palavra (mesmo repetida) é mais eficaz do que alguns discursos; assim, permito-me comentar o seu comentário só com uma, e, excepcionalmente, estrangeira:
ResponderEliminarChapeau!
Calorosos cumprimentos
Agradecimentos redobrados pela sua gentileza.
ResponderEliminarMaria
Eau de javel. Transliteração do francês.
ResponderEliminarAlvejo há-de ser derivação poética de alvo (branco).
Um poema, estas instruções da máquina cê lavar.
Cumpts.
Cheira-me que o tal Guglo é o maior tradutor do Brasil. A somar à presidentona.
ResponderEliminarCumpts.
A maralha não projectou nada a não ser delírios. Falta-lhes capacidade pensante para mais. Mas executam bem as ordens rapaces da estranja. -- Viu o Diabo? Diz que o nosso ouro levou sumiço. Bem se vê o que move esta destruição pelo estrangeiro.
ResponderEliminarCumpts.
Ah, ah, ah! É isso áí!
ResponderEliminarCumpts
Levou sumiço??? Ai que fino! deve ser uma maneira «culta» de dizer «sumiu», não?
ResponderEliminarCumpts
Justamente :)! E o que mais adiante se verá!
ResponderEliminarCumpts
Por acaso é maneira plebeia. É vernáculo.
ResponderEliminarCumpts.
É o que um blogo deste teor tem de bom, entre outras coisas: estamos sempre a aprender; obrigado pela explicação já que eu pensava que isso vinha das feitorias de além-mar!
ResponderEliminarCumpts e votos de um óptimo fim-de-semana!
Por motivos diversos ainda não li. Não saí esta semana, mas tenho o jornal guardado na papelaria onde o compro sempre. Sobre o que me diz, não posso crer. Se é de facto verdade, os portugueses devem, têm que, fazer alguma coisa. Insurgir-se é pouco. O ouro pertence ao povo português. Já basta o que o traidor Soares fez a metade dele. Tratou-se de um crime, mais um entre muitos, sem perdão.
ResponderEliminarIsto só lá vai com uma revolução. Mas uma de verdade, feita por portugueses de lei. Por Patriotas com maiúscula.
Maria