Havia hoje no noticiário da hora de almoço uma notícia de descriminação de ciganos. É realmente grande injustiça discriminarem-se os ciganos. Justamente porque não temos notícia de ciganos cometerem maldades. Não há nenhuma! Até pelo contrário...
Criança da família Meneses em trajo de cigana, Jardim do M.N.A.A., 1926.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
Adenda: É um facto que existe uma cultura antropológica portuguesa, diferente, por exemplo, da subcultura cigana. Essa cultura portuguesa tem características multi-seculares que se distinguem da subcultura cigana. E é um facto que a cultura cigana adquiriu, mediante pura observação empírica, algumas características que não abonam em favor do seu prestígio social — não estamos aqui a falar de preconceito: estamos a falar de constatação empírica de factos e de acontecimentos.  Quando falamos em «ciganos» temos a tendência — e bem — a fazer um juízo universal, porque não há outra forma de pensar logicamente. As excepções à regra não definem a regra (não são a regra). E, ou neste caso a regra [de que os ciganos não são de fiar] é falsa e trata-se de preconceito, ou sendo verdadeira não a podemos objectivamente ignorar.
Orlando Braga, Perspectivas, 7/IX/12.
Lembram-se desta notícia???
ResponderEliminarEmpresa pediu caução de 10 mil euros a ciganos para arrendar casas de férias.
Para os mais indignados, digo hipócritas, foi por causa disto:
"Há dois anos, os sócios da empresa decidiram-se por esta exigência, depois de, em casas alugadas a clientes de etnia cigana, terem desaparecido todos os eletrodomésticos e até os cortinados"
Respondo-lhe com a citação em adenda. Parece que o antigo «burro do cigano» se emancipou, matriculou-se na faculdade e deu em pensador. Deu-nos o irracional como politicamente correcto.
ResponderEliminarCumpts.
Uma empresa pede uma caução de 10 mil euros para arrendar casa aos inocentes anjos ciganos? «Foi assim que o Hitler começou».
ResponderEliminarTenha tino. Deixe-se de insinuações torpes.
ResponderEliminarEstava a ser irónico...
ResponderEliminarEstava sim senhor. Não percebi.
ResponderEliminarCumpts.
Mas que grande cambalhota que o autor deste texto dá. \"Cultura\" e \"subcultura\", pode saber-se porquê? Havia uma visão, tonta, evolucionista, que pressupunha que alguns grupos não tinham história, cultura, à semelhança dos \"superiores\" que criaram a teoria e alimentaram a corrente em causa, incluindo com exterminios em grande escala. Que conveniente. Os ciganos, de que fala, são portugueses, e isso é o mais importante. As diferenças culturais existem mas são de outra ordem, não fazem \"uns\" serem melhores que \"outros\". Ao distinguir cultura de subcultura está a fazer uma definição qualitativa, a exercer um discurso dominante sobre um grupo em particular, quando não há nenhuma evidência, nenhum facto que sustente tal separação. É uma pseudo-comparação, morre à partida.
ResponderEliminarOs ciganos a \"fazerem maldades\" como refere o autor, seria um fenómeno interessante, uma notícia, se os restantes humanos não as fizessem. É assim que pensa? É essa a sua visão do mundo?
ResponderEliminarO autor, parece-me, já não leva emenda! Nem eu. Perde o seu tempo. Mas diga aos ciganos que são portugueses. Pode ser que convença alguns que isso é lhes serve para mais do que habitaçã' sociáli -- isso teria mérito! -- Convide-os à sua casa e recite-lhes a arenga igualitária que aí deixou. Também pode ser que os industrie no dever de pagarem a renda da habitaçã' sociáli mai-la conta da água e da luz.
ResponderEliminarDepois disto torne cá a dizer do conseguiu. Pode ser que ganhe uma cenoura.
Cumpts.
Tem piada, já convidei e já tive ciganos em minha casa, a dormir e a comer, tal como já estive em casa de ciganos e comi com essas famílias. Também,já acampei com ciganos, e já tive o prazer de dormir alguns duas num acampamento cigano. Não vi nada que não se veja noutros sítios, com ou sem ciganos. Não sei em que experiências se baseia para dizer o que diz, pode concretizar?
ResponderEliminarEm relação à conversa \"habitação social\",acho engraçado que nivele por baixo. Como se agora todos fôssemos habilitados a habitação social porque até os ciganos têm esse direito. Cheira-me a inveja. Pior, porque devia conhecer um pouco da história dos ciganos, dos portugueses em particular, dos últimos 500 anos, para perceber o alcance dos danos causados a um povo por uma visão e uma posição hegemónicas de uma maioria, ou por parte dessa maioria, racista e que cultivou séculos de perseguições, tortura, tentativa de extermínio (etnocidio) decretados em lei, ou seja o que hoje é reconhecido por crime de Estado.
Quando diz que perdemos tempo, há uma diferença: eu não creio que se escreva em vão. Nem eu nem você nem ninguém.
«Tem piada, já convidei e já tive ciganos em minha casa, a dormir e a comer, tal como já estive em casa de ciganos e comi com essas famílias. Também,já acampei com ciganos, e já tive o prazer de dormir alguns duas num acampamento cigano. Não vi nada que não se veja noutros sítios, com ou sem ciganos.»
ResponderEliminarOK, a gente finge que acredita.
Só isso? É fraco, não chega
ResponderEliminar@ André Correia,
ResponderEliminarParabéns pelo seu empenho.