Sabia que o «i» em português já se lê «ai» como no amaricano? É na palavra «icebergue». A pronúncia correcta é dada adiante do vocábulo. A mosca já caiu na sopa do Priberam, mas a larva veio do esterco de dicionário que a Academia das Ciências de Lisboa editou sob a batuta do formidável Malaca. E o Portal do português brasileiro do I.L.T.E.C. exibe-o lá, também. Em ambos os casos (da Academia das Ciências e do I.L.T.E.C.) o dinheirinho para a obra foi dos contribuintes portugueses. Deve ser por isso que nem o Houaiss nem o Vocabulário Ortográfico que Academia Brasileira das Letras atirou ao presidentinho (*) Cavaco incluem a barbaresca aberrração; não lhes tocou nada... (O Aulete estranhamente menciona «icebergue», não sei porquê, mas não diz que se leia «aicebergue».)
Icebergue (aice) com «i», benévolo leitor. Ai se... Ai se...
(*) Os diminutivos e aumentativos do(as) presidentes variam coloquial ou depreciativamente em género; assim: presidentinho, presidentona, é como cada um o mereça...
Não é caso único.
ResponderEliminarExperimente consultar o vocábulo "franchising".
O dicionário da Academia também aportuguesou franchising (inglês puro) em «franchisingue» (hipotético malaquês) como no caso de iceberg > «icebergue»?
ResponderEliminarCumpts.
Portugal - e os países europeus em geral - sempre se deram bem com termos se outras línguas, incorporando uns até se tornar quase imperceptível a sua origem (abajur, por exemplo - e deve haver exemplos mais assisados) até outros que se mantiveram intactos como \"dossier\" ou \"écran\". No caso de \"dossier\" é uma verdadeira palavra para-universal - existente em diversas línguas. Não é da tradição portuguesa o aportuguesamento acéfalo e provinciano de tais palavras. O mesmo se diga para iceberg, outra palavra universal.
ResponderEliminarMuito bem. Mas porquê aportuguesar só o «-bergue sem o «aice-»?..
ResponderEliminarCumpts.
O aportuguesamento (ou abrasileiramento?) de iceberg parece impossível, dada a pronúncia do I - como advert.
ResponderEliminarO "gue" é parte do disparate, não vale a pena perder tempo.
Desde que o Portugueses se puseram de cócoras perante a Internet é assim, pois é, késse dezer, prontos...
ResponderEliminarNão é da Internete. É do Malaca.
ResponderEliminarCumpts.
Então e achas que o Malaca também não é um dos que se pôs logo de cócoras perante a Internet?
ResponderEliminar«Achas»?
ResponderEliminarObviamente que não tenho a certeza, mas tenho essa sensação.
ResponderEliminarNem tudo está perdido! O Novo Vocabulário Ortográfico da Academia de Ciências de Lisboa trouxe a palavra agora grafada aicebergue. Tanto melhor, não? E já há dicionários brasileiros e mesmo edições dos da nossa Porto Editora (pelo menos o de português-italiano) a registar aicebergue como aportuguesamento de iceberg!
ResponderEliminarTudo bons -- que digo? «ótimos» -- dicionários. Conformadíssimos ao crioulo oficial do Diário da República e tudo. Ainda bem que nos ensinam o bendito 'aicebergue' porque 'iceberg', dos da Lisbon South Bay aos dos carnavalescos Halloweens, nem povo nenhum, o jamais havia de entender. Não tardará, estou certo, os nossos «tanto melhores» da Porto e da Academia também no-lo hão-de ensinar nesse formidável crioulo para maior internacionalização do lusofonês, não lhe parece?
ResponderEliminarCumpts.