- Ao que me eu referia ontem e porque rasurei a consciência dos pategos que afluiram ao Pingo no 1.º de Maio. Basta ler o sublinhado.
- O artigo completo do do Sr. Tenente-Coronel Brandão Ferreira de que falei há dias.
Boa leitura.
A.N.T.T., O Século, Joshua Benoliel, lote 8, cx. 6, neg. 3.
Traduzido por miúdos, o seu sublinhado diz tudo.
ResponderEliminarNão estou d'acordo porém com os outros juízos de valor que subentendi nas suas palavras quanto à campanha de descontos do Pingo Doce, mas talvez as tenha interpretado de forma errada. Quase de certeza que sim.
Se tiver paciência para tal, por favor tente explicar melhor o seu pensamento sobre o assunto em questão.
Maria
O juízo que exprimo é (além de tudo o resto que também é verdadeiro) que o Pingo liquidou um feriado mais depressa do que o governo. E tabelou-o em 50 € por bestunto. Admito que o Natal ainda saia mais barato.
ResponderEliminarCumpts.
Tem razão. Mas concorda ou discorda da campanha publicitária que o Pingo Doce levou a efeito com o sucesso que se viu? Independentemente do que lucrou (ou não) com isso.
ResponderEliminarÉ que promoções destas existem em todos os países civilizados, designadamente em Inglaterra e nos E.U., algumas das quais presenciei. E a multidão que a elas acorre é semelhante à que se verificou por cá.
Aconteceu no dia do trabalhador? Pois foi e depois? As pessoas não necessitam de se alimentar também nesse dia? E não é melhor para a família ir abastecer-se de géneros, mesmo a dobrar e ainda por cima com um bónus de 50% acima dos 100 euros, aproveitando justamente um dia em que não trabalham, do que ir para a rua gritar sem ganhar nada com isso, antes pelo contrário? (De qualquer modo se estes milhares de pessoas não tivessem acorrido aos P.D., teriam ido passear para os centros comerciais e não para as manifestações, salvo talvez uma minoria). Não é um facto que os 'trabalhadores' são pèssimamente defendidos pelas centrais sindicais que se defendem mais a elas próprias do que àqueles que são supostos representar? E não é verdade que toda a política levada a cabo pelas centrais sindicais, nestes quase quarenta anos, é aquela que o sistema (pútrido) lhes ordena, mandando às urtigas os verdadeiros interesses de quem dizem representar, originando um desemprego monstruoso consequência das sistemáticas reivindicações junto dos patrões, muitas das quais irreais ou incomportáveis, sendo os sindicatos os primeiros responsáveis pelo fecho de cada vez mais pequenas e médias empresas e mais e mais desemprego? E não é igualmente verdade que esta tremenda crise económica se verifica principalmente pelo ataque sistemático e permanente aos 'patrões' pelas duas centrais sindicais, sufocando mais e mais uma economia que já estrebucha há muito, sem que no entanto eles, os responsáveis sindicais, dêem um passo sequer para ajudá-la a sair do coma em que se encontra, antes continuando a fazer tudo para que ela sucumba? Não é com esta política 'tipo soviética e cubana' de "vamos acabar com os patrões" e "quanto mais miséria melhor", que se defendem os trabalhadores do desemprego e da miséria por quem tem (deveria ter) a estrita obrigação de o fazer. E já vamos nos 800.000 desempregados (acabei d'ouvir numa televisão) fora os milhares que estão na miséria e que nem inscritos nos centros de desemprego se encontram. Responsáveis? Os políticos, o sistema decrépito e os inúteis responsáveis sindicais que lhes estão submetidos.
É isto que é deplorável.
Quanto a comemorar o dia do trabalhador? Este foi útil durante muitas décadas, mas no séc. XXI já não se justifica. Aliás os verdadeiros trabalhadores, aqueles que não alinham com a 'esquerda unida', ligam-lhe peva. Já nos bastam as americanices inventadas "dos dias de": da água, do vento, das nuvens, da chuva, do rio, da floresta (os hipócritas que inventaram "os dias da floresta" são os mesmos que as mandam incendiar anualmente em todos os países onde as haja), do pai, da mãe , da avó, do filho, do sobrinho, do tio, do primo, da formiga, do periquito, do gafanhoto, etc. Inventaram estes dias pelo bruto lucro que advém dos muitos milhões de produtos comerciais vendidos em todo o mundo, mas também porque sendo um país novo não tem tradições culturais e históricas suficientes para comemorar, inventando "os dias de" em sua substituição.
Com todo o respeito pelas opiniões divergentes, pessoalmente devo dizer que se as promoções feitas pelo Pingo Doce estavam dentro da legalidade, então estou completamente d'acordo com a campanha.
Maria
Bem vê, a avidez comanda. A moral não modera (salvo as declarações do dono do Pingo) nem a lei não se configura com ela, antes pelo contrario. Vingou o poderoso fazendo de gato sapato do fraco. Não me parece que a civilização esteja no bom caminho.
ResponderEliminarCumpts.
«[...] O "Pingo Doce", com o notório coração de pedra do capitalismo, aproveitou a crise e a nova e a velha miséria do país para uma operação de publicidade, que só pode humilhar os que dela beneficiam [...] Que o "Pingo Doce" aproveitasse as dificuldades do próximo a benefício da sua posição comercial não mostra o melhor gosto.»
ResponderEliminarVasco Valente, «Público», 5/V/12.
Eu na última frase tirava o «gôsto». Está a mais.
Cumpts.
Tem toda a razão, mas aí já estaríamos a entrar no campo da discussão filosófica - porque é que é assim e não é de outro modo - que abrange variadíssimas matérias de ordem civilizacional. E sim, decididamente a civilização não está a ir no bom caminho. Na minha modesta concepção, a moral desapareceu em todas as latitudes ao cimo da Terra. Mas este facto tão concreto quão aterrador, pelas consequências imprevisíveis que daí resultarão, vem-se acentuando dramática e perigosamente desde há pelo menos cinquenta anos.
ResponderEliminarAgradeço penhorada as suas respostas cheias de saber, que muito aprecio, como sabe.
Maria
Maria e que me diz ao "casual-day"?
ResponderEliminarÉ vê-los à sexta-feira de alpergatas, calça rota (mas não remendada), barba de 5 dias (de um dia está na moda) e quanto mais seboso mais "casual day"...
Queijoaldei.
ResponderEliminarA barba (rala) de cinco dias é porque vão andando barbados, guedelha em desalinho ou à galaró, e mochilazinha de lona às costas por cima dum fatito folgado de pronto-a-vestir. Acham-se especímenes destes primatas engravatados nas redondezas da Deloitte ao Saldanha. Ou em departamentos de pessoal (vulgo HR, que se diz heidjar) perto de si.
Queijoal dei. Diz-se queijoaldei.