| início |

sábado, 19 de maio de 2012

Dos marcos

« Na grande maioria dos casos, a informação constante nos lados perpendiculares à estrada migrou para a face paralela à berma, resultando num estranho contorcionismo do marco. Claramente, não há interesse em que durem e a palavra de ordem é gastar dinheiro parecendo que se poupa. Não se fazem novos marcos de pedra nem se grava as novas inscrições porque sai caro, mas pintam-se milhares de marcos regularmente com indicações que diferem das antigas quase só pela posição que ocupam.»
Afonso Loureiro, «Os miliares, os quilométricos e os descartáveis», in Aerograma, 22/III/2012.


E.N. 118, Alpiarça, 2011
E.N. 118,  Alpiarça, 2011.

4 comentários:

  1. A única justificação que acolho para o facto do número da estrada ter passado para as faces laterais é a da adequação à velocidade de projecto da estrada, sabendo nós que na maior parte das estradas principais houve correcções de traçado e de secção transversal tendo em vista um aumento de velocidade.
    Se bem que essa informação seja hoje quase irrelevante, do que resulta a inutilidade da pintura.
    A faixa lutuosa na frente é apenas receita para o fornecedor de tintas. Nada a justifica senão o disparate, haja ou não submissão a regras ditadas de mais alto.
    Abraço

    ResponderEliminar
  2. Bic Laranja21/5/12 15:33

    Enfim! Empreendedorismo disparatado e espírito perdulário.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  3. Joe Bernard21/5/12 22:59

    País de cada vez mais cretinos!!!
    Porra, que é demais!

    ResponderEliminar
  4. Inspector Jaap23/5/12 11:43

    Investimento, caro Bic, investimento, que é do que carecemos.... que raio de mania de estar sempre a dizer mal de tudo!
    :)
    Cumpts

    ResponderEliminar