O benévolo leitor que, com razão, reflicta e se abisme com o estulto primado da pronúncia como regente da escrita, capaz de dar como correctos em português inúmeros pares de palavras da mesma família como Egipto/egípcio, tacto/intacto, epiléptico/epilepsia, jacto/jactância, &c., não pode nem deve deixar de ler o texto — «Essa sinistra guilhotina» — do prof. Fernando Paulo Baptista publicado na página da I.L.C. contra o Acordo Ortográfico. Ora leia o benévolo leitor. Leia com atenção e veja a diferença de se entregar a feitura de tratados sobre o idioma a gente capaz ou a sapateiros que, salvo o devido respeito aos mestres deste ofício, não haviam nunca de ir além da chinela. Quem diz chinela, diz pronúncia...
É porivido vazar e[n]tu[l]ho, Teixelo, 2006.
domingo, 8 de abril de 2012
«Verba volant, scripta manent»
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Só me apetece rugir.
ResponderEliminarNo mínimo...
ResponderEliminarCumpts.
Que extraordinária lição contra o AO90. E como este Sr. Prof. deitou por terra com argumentos imbatíveis, o inqualificável AO90 e mostrou à saciedade a ignorância extrema daqueles que se querendo linguístas(?...) estão na origem deste autêntico cancro 'linguístico' a que deram o pomposo nome de AO90. Não fora o número cada vez maior de patriotas que lhes estão a fazer frente por todo os meios ao seu alcance e a nossa língua, dada a quantidade de metástases já espalhadas por todo o seu corpo doente, estaria próximo do fim.
ResponderEliminarParabéns redobrados a este Sr. Professor que tão nobre e patriótica lição nos deu a todos e principalmente aos acordistas/oportunistas (vamos lá ver se se redimem) que obraram o inqualificável aborto-ortográfico.
Obs.: Alguns exemplos de como começaríamos a escrever o português se substituíssemos a correcta ortografia pela pronúncia:
- quer DEZER (na oralidade) que se vai emigrar? (o verbo DIZER desapareceria);
- TÁ (na oralidade) na hora do filme... (na escrita também se pode grafar deste modo conquanto leve um apóstrofo antes do T, caso contrário o verbo ESTAR desaparece;
- PUIXEMPO (na oralidade) EXEMPLO, na escrita;
- PUGRAMA e PUGAMA (qualquer dia escrevemos PROGRAMA deste modo);
- Deixa TAR (oralidade comum) que faço eu o trabalho (o mesmo problema do verbo ESTAR tender a desaparecer):
E nisto estamos. Veremos se o magnífico esclarecimento/exposição/crítica/reprovação que este insigne linguísta faz ao AO90, cujos argumentos inquestionáveis deveriam fazer morrer de vergonha os acordistas/oportunistas do dito AO, aprendem de vez que a sua 'obra' foi e é o pior crime que jamais se perpetrou contra a língua portuguesa.
Maria
Como é fácil de entender, o purgama que se quer é tar a gente todos a escrever como dezemos. É assim o pugresso.
ResponderEliminarCumpts.