O vocabulário do I.L.T.E.C. é tão mauzinho que benza-o Deus! - Aliás, tudo o que derive da indigência linguística do Malacaka é miséria de meter dó. - Calculem bem que o portal da língua portuguesa dá o adjectivo «reflectido» sem admitir o verbo «reflectir»; só deixa haver «refletir», chegando a derivar de «reflectido» o advérbio «refletidamente», sem «c» etimológico (v. imagem acima). E assim, embora a maltazinha do I.L.T.E.C. me conceda o tal «reflectido» (brasileiro, pois claro; quiçá tupi...), não admite nada de «irreflectido», nunca, nem mesmo (e neste caso muito menos, ora bem) em brasileiro.
Da irreflexão em tratados ortográficos estamos, pois, conversados. (Já estávamos, aliás.)
Caro Bic , já pensou no gáudio dos humoristas do futuro (e de alguns actuais, diga-se) com este material? É que ele há dele às catadupas… até uma criança normalmente inteligente e ensinada como deve ser, se rirá ás gargalhadas destas alimárias com aquela kaca à cabeça, como muito bem está enfatizado no verbete…
ResponderEliminarQue Deus tenha piedade…Cumpts
às gargalhadas, naturalmente.
ResponderEliminarMalacaka para não dizer Malatrampa!
ResponderEliminarHora! Não vejo o porqué de todo esse alarido em torno do A.O.. Afinal, tratasse tão sòmente de algo que afetta a esspressão escrita. Não inter-fere em noços latidos, grunhidos, uivos etc.
ResponderEliminarBenHaja!
Continue a redigir assim e chega ao Planalto.
ResponderEliminarCumpts.
É isso áí!
ResponderEliminarCumpts
Também não estaria mal, de todo…
ResponderEliminarDe facto, e para “dar uma de "mordernaço", e em “amaricano”, assim a modos que do jet6, essa cavalgadura não passa mesmo de um “tramp”, donde malatramp, estaria bem para ele, assim como tudo o que não seja Português que é coisa que o bicho não é, de certeza…
Cumpts
Vou mudar isto tudo:cultura,política,religião...
ResponderEliminarNão tenho mais nada para fazer!
Eu avisei-o!
Muito bom, mesmo!
ResponderEliminarSe não atrofiar isto tudo que se vê hoje a sua inteligência muito se hão-de rir os vindouros.
ResponderEliminarCumpts.
Ou Cacasteleiro. O cheiro nunca muda.
ResponderEliminarCumpts.
Quem dera que tanto empenho revolucionário se visse de enxada na mão. Há muito terreno em pousio para revolver.
ResponderEliminarCumpts.
Péssimo, é claro.
ResponderEliminarCumpts.
O caro Bic, é mesmo impag(r)ável...
ResponderEliminaressa sua ubérrima mente e pena a condizer, não cessam de me surpreender... e divertir ao mesmo tempo.
Parabéns!
Cumpts
Por ter aderido com entusiasmo à missão de recolher juntos dos meus familiares e amigos assinaturas contra a implementação do AO90, acaso alguém aqui me poderá esclarecer se a crítica do António Emiliano à ILC, no seu mural do Facebook, tem sustentação? Como até julgava o erudito linguista um dos fiéis adeptos da ILC muito me surpreenderam as suas palavras demolidoras sobre a legitimidade da ILC. O projecto de lei que os subscritores da ILC pretendem fazer passar na assembleia padece realmente de problemas jurídicos e todo o esforço em divulgar a ILC poderá afinal ser em vão? Muito agradecida. (Como já constatei uma certa susceptibilidade da parte de alguns autores do site da ILC, resolvi colocar aqui a minha dúvida, uma vez que sigo com interesse este blogue, assumidamente anti-acordista. Espero que o seu autor não a julgue impertinente)
ResponderEliminarNão sou jurista. Só o prof. Emiliano poderá dizer.
ResponderEliminarDo que entendo, a proposta de lei da I.L.C. foi redigida por juristas e procura revogar simplesmente a resolução da Assembleia n.º 35/2008, por isso me dispus e disponho à recolha de assinaturas. Se a I.L.C. só por si bastará para remover todo o esterco que o «coiso» ortográfico já espalhou, não sei. O imbróglio do «acordo» é de tal ordem que até no edifício jurídico-constitucional lançou confusão. Bastante ou não, cuido porém que entrando a I.L.C. na Assembleia possa operar o suficiente para se retroceder firmemente com tudo, embora o estrago feito seja grande. Não vejo alternativas mais capazes: clamores contra são gerais sem que as televisões dêem nota - é uma vergonha; reclamações avulsas ao governo são grosseiramente desatendidas; atitudes firmes como a de V.G.M. ou dalguns juízes não chegam para remover a trampa ortográfica das escolas nem do diário do governo... A I.L.C. sobra-lhe o valor de ir directa à assembleia e de servir de base ou pretexto a quem lá esteja para se limpar do lodo em que se atascou - afinal sempre é um acto formal de cidadania que pode e deve ser respeitado pelos auto-proclamados democratas que lá vegetam. Assim queiram eles limpar-se e colher esse fruto também...
Sou, como bem nota, incondicionalmente contra o falacioso acordo ortográfico. Combato-o e combatê-lo-ei quanto sei e posso. Cuido que o prof. Emiliano e quem fomenta a I.L.C. sejam assim como eu (i.e. como nós todos que estamos contra a imbecil macaquice do Malaca), de modo que desviar a(s) mira(s) do alvo de pouco nos aproveita.
Cumpts.
Agora é sério: transcrevo artigo de ontem (12/04) na Folha de SPaulo,do professor Pasquale Cipro Neto:
ResponderEliminarPasquale Cipro Neto
O '(Des)Acordo' debatido no Senado
Até agora, só o Brasil publicou um vocabulário ortográfico, que não respeita o texto oficial
NA SEMANA passada, a convite da Comissão de Educação do Senado, estive em Brasília para participar ("como expositor") de uma audiência pública cuja finalidade era debater o "Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa", assinado em dezembro de 1990.
Compuseram a mesa, presidida pelo senador Paulo Bauer (PSDB-SC), o professor de português Ernani Pimentel, o conselheiro Gustavo Guimarães, chefe da Divisão de Promoção da Língua Portuguesa do Itamaraty, e este colunista. Convidada, a Academia Brasileira de Letras não enviou nenhum representante. Também participaram da audiência, como questionadores, a senadora Ana Amélia (PP-RS) e os senadores Cyro Miranda (PSDB-GO) e Cristovam Buarque (PDT-DF).
Tratei das incoerências e aberrações do texto do "(Des)Acordo", de como ele foi posto em prática, do dinheiro público e privado que foi jogado no lixo por causa das trapalhadas e das idas e vindas da entrada em vigor do "(Des)Acordo" e das arbitrariedades que o "Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa" ("VOLP"), publicado pela ABL, impingiu ao texto oficial. Lembrei, por exemplo, que o que o texto oficial determina sobre o hífen é extremamente confuso, incoerente etc. e que o VOLP "rasgou" parte dele e criou regras "novas". O resultado disso é a impossibilidade de aprender ou ensinar o emprego desse sinal quando se toma por base o texto oficial, que já é uma verdadeira aberração.
Destaquei ainda o fato de o texto oficial dizer que "os Estados signatários tomarão, através das instituições e órgãos competentes, as providências necessárias com vista à elaboração, até 1º de janeiro de 1993, de um vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa...". Até agora, só o Brasil publicou um vocabulário ortográfico, que, como se sabe, não respeitou o que determina o texto oficial. Lembrei também que a própria ABL caiu em armadilhas, quando, por exemplo, publicou, em 2008, um dicionário em cujas páginas iniciais se liam instruções e exemplos relativos à reforma ortográfica, já resultantes das arbitrariedades impostas ao texto oficial. O detalhe é que, no corpo do dicionário, esses mesmos exemplos apareciam com outra grafia (apareciam respeitando ao pé da letra o texto oficial). Quem comprou...
Em sua exposição, o professor Ernani Pimentel lembrou, entre outros fatos importantes, que o decreto nº 6.583, de 29/09/2008, e o decreto legislativo nº 54, de 18/04/1995, dizem exatamente o seguinte: "São sujeitos à aprovação do Congresso Nacional quaisquer atos que possam resultar em revisão do referido Acordo, assim como quaisquer ajustes complementares que, nos termos do art. 49, inciso I, da Constituição, acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional".
Não faltaram revisões e ajustes complementares que não foram submetidos à aprovação do Congresso, assim como não faltaram ajustes complementares que acarretaram "encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional". Vejam-se, por exemplo, as muitas obras publicadas (e vendidas) em 2007 e 2008 de acordo com o texto oficial do "(Des)Acordo" e que se tornaram "desatualizadas" depois que o "VOLP" foi publicado, com um "pequeno" atraso e cheio de arbitrariedades. É isso.
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Cumpts
Obrigada pela resposta. Pois, quem não é jurista tem lá forma de confirmar se o texto está bem redigido (em termos jurídicos), ou não. Dúvidas à parte (e sempre as tive), objectivamente não vislumbro outro modo de contribuir para a luta contra o AO a não ser através desta ILC (no passado, assinei as petições que havia para assinar). A repulsa pelo acordês e o desejo que ele me desapareça da vista para todo o sempre são bem maiores do que quaisquer reservas que possa ter. Saudações.
ResponderEliminarMuito obrigado pelo artigo.
ResponderEliminarSeja onde for, a mistela bichara-malakenha não passa duma açorda ortográfica. O vocabulário do I.L.T.E.C. é decalcado do V.O.L.P. da Academia Brasileira das Letras. Por sua vez, a cagada que é o V.O.L.P. advém da indigente transposição do formulário ortográfico brasileiro (ou lá como se aquilo chamava) de 1943 a que o Brasil tornou após renegar o Acordo Ortográfico firmado em 1945 com Portugal. A permanência, hoje, de «adoptar» ou «óptimo» (com pê etimológico) e quantas mais no vocabulário do português do I.L.T.E.C. com fundamento de ser vocabulário do Brasil é ridícula propagação da indigência da A.B.L., já que no Brasil, onde se grafa de ouvido, ninguém sabe de tal grafia para aqueles vocábulos. Donde se prova que a açorda ortográfica que me empesta nestes dias o idioma é fruto, primeiro que tudo, da acção de brasileiros desavindos com a História e tão desleais nos tratados que firmam quanto indigentes nos assuntos que tratam. E vêm cada dia piores. Que certos portugueses venais hajam neste particular descido a nível tão infame é que me custa. Nenhuma guerrilha entre brasileiros por causa disto me importa, sabe porquê? Por muito que no Brasil haja quem queira contrariar esta açorda ortográfica, não vejo lá ninguém a querer em seguida honrar o trato de 1945 cujo incumprimento redundou agora nisto. Se o Brasil tem de se queixar é de si mesmo. Melhor fora que baptizassem de vez o crioulo veracruzense com outro nome que não português e me libertassem a gramática. Era remédio santo.
Desculpe-me se o contrario, mas não concebo isto doutra maneira.
De nada. Melhor é fazer como o Graça Moura disse ao assinar a I.L.C.: «tudo o que seja contra o Acordo eu assino».
ResponderEliminarCumpts.
Ah, muito me diz! Sempre me perguntei porque é que Vasco Graça Moura,que tanto fez e continua a fazer contra o acordismo, não teria achado por bem associar-se à ILC (ou, como prefere, I.L.C.), por muito pouco em comum que tivesse com os seus autores. Fico contente por isso. Cumprimentos.
ResponderEliminarVasco Graça Moura subscreveu a I.L.C. faz tempo.
ResponderEliminarCumpts.
Notável a coincidência do seu e do meu pontos de vista, caro BIC…
ResponderEliminarPois que se não querem os brasileiros falar Português, que poderemos nós fazer quanto a isso? Mas, ao menos assumam com coragem a sua posição e deixem o Português para todos os amantes incondicionais de mais bela língua do mundo.
Cumpts
Para lhes legar o ídioma que falarei eu? Galego? Ora!
ResponderEliminarCumpts.