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quarta-feira, 14 de março de 2012

Cálix de aguardente

Fernando Pessoa, Abel Pereira da Fonseca (Poço do Bispo), s.d.( in «Restos de Colecção», 25/10/2011)
« Era comum Fernando Pessoa, enquanto se encontrava a trabalhar, levantar-se, pegar no chapéu, ajeitar os óculos e ir até ao “Abel”. Esta simples acção de Pessoa, que se tornou um hábito, intrigou um colega de trabalho do poeta, Luiz Pedro Moitinho de Almeida (segundo Fernando Pessoa - empregado de escritório, do João Rui de Sousa). Esse mesmo colega apercebeu-se, algum tempo depois, que as idas ao “Abel” eram, nada mais, nada menos, que uma ida ao depósito mais próximo da casa Abel Pereira da Fonseca para tomar um cálice de aguardente.»


In Companhia Agrícola do Sanguinhal,  apud Restos de Colecção (25/10/2011).

6 comentários:

  1. Carlos Portugal15/3/12 00:44

    Caro Bic:
    Em relação a esta fotografia, o próprio Fernando Pessoa escreveu como título: «Fernando, apanhado em flagrante delitro»...
    Cumprimentos.

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  2. Inspector Jaap15/3/12 12:11

    Lapidar, a frase, e muitíssimo a propósito.
    Parabéns a ambos pela foto e pela frase.
    Cumpts

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  3. Carlos Portugal15/3/12 19:37

    Obrigado, Caro Inspector... A frase é realmente de Fernando Pessoa...
    Cumprimentos.

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  4. Inspector Jaap16/3/12 10:59

    Caro Carlos Portugal:
    Sim, sim, se calhar não me terei espessado com a clareza devida, pois os meus cumprimentos foram pelo bom gosto de a ter trazido à colação.
    :)Cumpts

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  5. Inspector Jaap17/3/12 15:52

    expressado, naturalmernte!

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