| início |

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Ourivesaria Aliança, Chiado

Ourivesaria Aliança. Chiado, 2008
(c) 2008

19 comentários:

  1. Inspector Jaap18/2/12 23:18

    Vem a propósito uma frase da altura da abrilada e que vi escrita meia dúzia de vezes nas paredes:
    Portugal, vende-se em talhões.
    Falar a Soares e Cunhal, Lda.
    Lisboa
    E mais não digo.
    Cumpts

    ResponderEliminar
  2. Carlos Portugal18/2/12 23:36

    Bem dito, infelizmente...
    Cumprimentos...

    ResponderEliminar
  3. Eu, que gosto muito de 'grafittis', só tenho uma coisa a dizer: "que crime!".

    Quanto ao carrão... se calhar também é um crime, mas ainda há a hipótese de ser de um rico falido que come pão duro de manhã, ao meio-dia e à noite só para manter a pose... :D

    ResponderEliminar
  4. Paulo Nunes19/2/12 11:41

    Representativo de um fim de época. Tal como os tempos que estamos a atravessar.
    103 anos que terminam. Foi comprada por uma empresa catalã que refere pretender manter o interior como se encontra actualmente.
    Espero que sim.

    ResponderEliminar
  5. Inspector Jaap19/2/12 15:47

    A ser verdade, caro Paulo Nunes, é apenas mais um castigo e uma vergonha para nós, Portugueses.
    Cumpts

    ResponderEliminar
  6. Conheço esta ourivesaria, fui lá várias vezes. A decoração é/era um espanto. As elegantes vitrines a preencherem todas as paredes assim como as mesinhas-vitrine, todo o interior era adorável. As pinturas no tecto, outra maravilha. Ali está/va um espaço expositivo construído de raíz e especialmente decorado para a exibição de peças de alta joalharia num ambiente de rara beleza e conforto.

    Este género de estabelecimentos muito antigos, quase sumptuosos, abertos ao público, também existem em muitas cidades da Europa, com a 'pequena' diferença de que estão protegidos por lei e naturalmente vedada a alteração da decoração interior e em muitos casos até a exterior e/ou a sua demolição. Mas cá, desde o 25/4 e estando o país refém de um gangue mafioso que tudo vende ou deixa destruir a troco de muito dinheiro, os piores crimes são permitidos e cometidos. Pois se até o próprio país com quase mil anos de existência foi destruído, porque não deixar fazer o mesmo ao seu valioso património arquitectónico, como já aconteceu a centenas, senão milhares, de verdadeiras obras de arte? Estas para esses abutres valem peva.

    Aquilo que os vai safando, deixando-lhes campo livre para prosseguir com estes crimes de lesa-património e outros ainda piores, é o facto de os portugueses irem amochando tudo e mais alguma coisa sem manifestar a mínima revolta. E eles, como bandidos da pior espécie, vão-se aproveitando enquanto podem.

    Até onde esta fajardice nos irá levar, só Deus sabe.
    Maria

    ResponderEliminar
  7. A abrilada fomentou desde logo maus hábitos, está bem de se ver.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  8. Eu grafitos, só aprecio se forem em casa dos presidentes da câmara e afins. Nas paredes interiores. Podem fingir que são frescos.
    Cumpts

    ResponderEliminar
  9. Se for tudo derretido pouco importa. O requinte é coisa de burguês.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  10. A plebe que exauriu a riqueza não quere ouro fino. Quere carros alemães.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  11. Isto que aqui está é uma porcaria, para não dizer outra coisa. Mas considero há verdadeiras obras de arte espalhadas por aí. No entanto, muitas pecam pela tela onde são aplicadas. Um exemplo é o Bairro Alto. Sempre que lá ia beber um copo com os amigos, vinha muito decepcionada com as pessoas que não sabem ser civilizadas. Se destruírem património, concordo plenamente que sejam punidas por isso!

    No entanto, nesta história nem interessa muito o "grafitti", mas sim a ourivesaria (sabia que ia fechar, só não sabia que ia ser vendida!). E quem permite que uma casa destas chegue a este estado, deve ser punido tal e qual um "grafitter" ilegal!

    ResponderEliminar
  12. Inspector Jaap20/2/12 11:02

    Eh, eh, eh!
    justamente!
    Cumpts

    ResponderEliminar
  13. Inspector Jaap20/2/12 11:08

    Muito provavelmente, ao fundo, Maria, ao fundo... se não quiser perder a Esperança, encare a possibilidade minimalista de, um dia destes, aparecer de novo, como já falámos aqui atrasado, uma nova D. Luísa de Gusmão (desta vez não confundi!) a liderar uma verdadeira revolta popular que nos tire deste atoleiro maldito em que essa cáfila apátrida e putrefacta nos meteu.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  14. Inspector Jaap20/2/12 11:09

    Ora aí está: notavelmente simples e esclarecedor, como, de resto , é hábito do caro Bic.
    Cumpts

    ResponderEliminar
  15. Se fosse um qualquer "Dolce Vita" já o Zé Povinho se insurgia mas assim sendo, que mal tem?
    Pode ser que ali nasça um "franchise" de uma loja moderna e cheia de cores berrantes.

    ResponderEliminar
  16. Isso, isso. E quanto mais depressa melhor. Já basta o que basta (expressão do Prof. Marcelo Caetano na televisão, quase no fim do regime, farto das atoardas que os bandidos que nos desgovernam agora, lançavam permanentemente contra o regime e seus dirigentes (os traidores de cá e os que viviam num exílio dourado em Paris, sempre Paris...) contra ele próprio e certas medidas políticas por ele tomadas e tidas por necessárias, as quais, vistas a esta distância só pecaram por terem sido brandas demais e ele ter cedido a certas exigências feitas pela oposição às quais jamais deveria ter dado ouvidos.

    M.C. teve carradas de razão em relação às mentiras vergonhosas e sistemáticas fabricadas pelos traidores à Pátria das antes de os portugueses na sua imensa maioria se darem conta da verdade contida nas suas sábias palavras e também na patriótica e premonitória frase de Salazar, várias vezes repetida, quando este se referiu aos conspiradores e inimigos do país: "se eles algum dia se apoderassem do poder em Portugal destruí-lo-iam, é esse o seu único e principal objectivo".
    Maria

    ResponderEliminar
  17. Uma loja de Bimbies, de gosto minimalista (adeus estuques; frescos sós os da porta ondulada).

    ResponderEliminar
  18. ASeverino3/4/12 11:41

    Ainda bem que não foi comprado por um grunho bancário português ou espanhol ou brasileiro ou americano ou francês ou inglês...
    E como se permite um atentado destes a olhos vistos e em pleno dia...tristeza!

    ResponderEliminar
  19. Não sei. Do atentado nem de ser pior um onzeneiro. É tudo já tão mau... Cumpts.

    ResponderEliminar