O historiador Rui Tavares é já o segundo tudólogo que nestes dias manda à tipografia textos seguindo o exemplo (orthographico) dos melhores autores, como Machado de Assis e Eça de Queirós. O primeiro, aliás primeira, que desde sexta-feira teve tão graciosa ideia foi aquela outra, a psicóloga Amaral Dias. Fica bem este alarde de cultura (orthographica) de alguéns tão tonitruantes na opinião publicada, oxalá perseverassem, não se perdia tudo.
Mas não.
O caso é que se metem a fazer graçolas com o português queirosiano por falta de rasgo, o que nem chegaria a ser triste, não o tomassem eles inocentemente por perfumada ironia. Tentam derramar a ideia de regressão, de passadismo, sobre Vasco Graça Moura — a estafada injúria (que até nem é) do «velho do Restelo» tão cara aos progressistas que se norteiam acefalamente pelo dia de amanhã; sucede que quando a ele arribam (ao amanhã) dá pena ver; rejeitam-no porque afinal não é amanhã, é apenas hoje... — Vai lá o benévolo leitor dizer-lhes isto?!... — Eles não ouvem. São surdos. Como quem não sabe dançar e diz que a sala está torta, chamam estes mudas a certas consoantes etimológicas usadas na escrita do português. Não ouvem as vogais abertas. Continuam só assim alheados (alienados) como sandeus, fazendo tábua rasa de tudo o que haja ou tenha havido, para recomeçarem diariamente do nada à procura do amanhã que é tudo. É por isso que lhes falece perceberem quem regride mais: proscreveram o passado. No caso da grafia do português querem estes progressistas tornar furiosamente à base fonética da Idade Média, como já frisei anteontem. Dizem que é o futuro. E fustigam Vasco Graça Moura por legitimamente aplicar leis do séc. XX plenamente em vigor.
Descartando a semântica do termo, eis o progresso.
Portugal, [s.d.]
A.N.T.T., «O Século», Joshua Benoliel...
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
O progresso
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Só lamento que a lei do aborto não tenha sido aprovada mais cedo uns anitos… ao que me teriam poupado as mães destes bem-pensantes do jet6 da coltura portuguesa.
ResponderEliminarCumpts
Esse historiador é um grandessíssimo parvalhão e pior, traidor onde os há. E a Amaral, outra que tal. Como aliás toda a extrema esquerda o é. Eles, a mando superior (os mandantes, como cobardes e bandidos que são, nunca se expõem) fizeram tudo, mas tudo, para virar do avesso a ordem estabelecida em Portugal. E, para mal dos nossos pecados, conseguiram-no. Mas quanto ao "descanso do guerreiro"..., 'tá quieto! Agora continuam na senda de acabar a 'obra' iniciada, a única a que se entregam a tempo inteiro, ridicularizando tudo e todos o que de Belo e Grande ainda nos resta: a Língua Portuguesa e quem a honra e respeita.
ResponderEliminarEles não são estúpidos, fazem-se. O métier que lhes coube e cabe, é justamente esse. O de contrariar sistemàticamente o statu quo que nos pertence de facto e por direito e remar permanentemente contra a maré. Esta é a tarefa exclusiva de que foram incumbidos no alvor do golpe de Abril. E é o que farão enquanto os portugueses o consentirem.
Como bons traidores e apátridas que todos eles são, só lhes resta este trabalho de sapa ao qual se têm dedicado com afinco e denodo e assim continuarão até ao fim dos tempos, assim tenham o terreno livre. É claro que com todas as garantias profissionais e políticas, sem esquecer as bastas compensações materiais para eles, família e amigos e isto enquanto vivam.
Em suma, com gentaça deste jaez é um total desperdício de tempo dialogar ou sequer tentar. Eles, primeiro por oportunismo e depois por ódio à Pátria e aos portugueses, jamais mudarão de cassette.
Deve ter sido da fortíssima lavagem ao cérebro que sofreram há 4 décadas. Está-lhes na massa do sangue. É isso.
Maria
Depois de ler o que os ilustres comentadores escreveram, fiquei sem verbo!
ResponderEliminarÉ que não consigo escrever melhor que eles, estando perfeitamente de acordo com tudo que escreveram.
É evidente que o autor da crónica foi o insigne inspirador desses comentário.
Obrigado, B.L ., por não deixar esquecer os "asnos" que por aí polulam .
Em tempo: Como se dizia há anos, nem merecem com um pano encharcado nas fuças, coitado do pano que se podia emporcalhar ao contacto com esse estrume escriba!
ResponderEliminarcaro Bic
ResponderEliminarNem a imitar o "antigamente" este "historiador" tem jeito. Há palavras que não se escreviam da forma como ele refere tal como summa "; o português de "antigamente" tinha um tracto e forma semântica muito díspare da que o "historiador" usou. Enfim, tentou, começou e acabou com a crise e o povo unido à mistura. Santa cassete.
COERÊNCIA - PRECISA-SE
ResponderEliminarBic Laranja, no blog de Rui Tavares cujo link oculta por detrás de uma foto do autor, a propósito do texto criticado aqui:
"7 de Fevereiro de 2012 at 14:24
Bom esforço. Christo é com X grego.
Continue que passarei a lê-lo.
Cumpts."
Em que ficamos?
Cara Alice:
ResponderEliminarChrysto lhe valha...
Não me diga que a sua hermenêutica não chega para resolver esse seu problema...
Cumpts
Se a Alice não chegou lá então o Tavares, coitado... O comentário não surtiu, devo admitir.
ResponderEliminarCumpts.
Para historiador havia de mostrar mais. «Christo», por exemplo. Ou menos, no caso dos acentos nos exdrúxulos. Mas concedamos-lhe que a escrita e a leitura são hábitos que se enraízam muito na gente, não sendo fácil a um leitor treinado (não necessariamente inteligente) mudar a forma de escrever sem tropeçar. O que só prova que a ortografia dum idioma não é para andar a remexer, muito menos nos dias de hoje em que há uma enorme produção de textos.
ResponderEliminarCumpts.
O texto é fraquito, é. Na forma e mó teor.
ResponderEliminarCumpts.
Pois...
ResponderEliminarSim. Este faz tudo tão às avessas que acabou contra os que o baldearam para Estrasburgo. Olha, ficou ele com o dízimo.
ResponderEliminarCumpts.
Obrigado eu.
ResponderEliminar