« Os criticos intelligentes que accusaram O CRIME DO PADRE AMARO de ser apenas uma imitação da FAUTE DE L'ABBÉ MOURET não tinham infelizmente lido o romance maravilhoso do snr. Zola que foi talvez a origem de toda a sua gloria. A semelhança casual dos dois titulos induziu-os em erro.
Com conhecimento dos dois livros, só uma obtusidade cornea ou má fé cynica poderia assemelhar esta bella allegoria idyllica, a que está misturado o pathetico drama d'uma alma mystica, ao O CRIME DO PADRE AMARO que, como podem vêr n'este novo trabalho, é apenas, no fundo, uma intriga de clerigos e de beatas tramada e murmurada á sombra d'uma velha Sé de provincia portugueza.
Aproveito este momento para agradecer á Critica do Brazil e de Portugal a attenção que ella tem dado aos meus trabalhos.
Bristol, 1 de janeiro de 1880.
Eça de Queiroz
(Nota da 2.ª edição)
Eça de Queiroz, Crime do Padre Amaro (Scenas da Vida Devota), 4.ª ed., Porto, Livraria Chardron, 1901.
Isto a propósito de algumas bojardas...
ResponderEliminar"Janeiro", em 1880, escrevia-se "janeiro"?
Era habitual, não imperativo. O Dr. José Leite de Vasconcellos sei que grafava com maiúscula.
ResponderEliminarhttp://www.archive.org/stream/liesdephilol00vascuoft#page/x/mode/2up
Cumpts.
Nem de propósito ando a ler a 18ª edição :-)
ResponderEliminarE estou a gostar imenso.
Tanta coisa tão actual...
Cumprimentos
Eça é sempre actual. Ou há coisas que nunca mudam.
ResponderEliminarBoas leituras!