Numa dessas colecções de como era Lisboa que circulam aí por via electrónica diz que esta aqui é uma coisa que não é noutro lugar qualquer. O que vedes é o ramal da linha de cintura para o mercado geral dos gados em Entre Campos. Assentava por sobre a Av. 5 de Outubro pouco mais ou menos ante a nova Av. de Álvaro Pais (aquela onde puseram um prédio ondulado branco). Quem subisse a 5 de Outubro, para vencer os barrancos da linha de cintura e do ramal, fazia um desvio após a Av. António Serpa por um viadutozinho à esquerda (onde há hoje um parque estacionamento a seguir a uma rica casa modernista). Assim chegava ao troço final da Cinco de Outubro que se vê adiante decorado de arvoredo tenro e altos postes telefónicos, como rua arrabaldina.
No mercado geral dos gados veio a pôr-se a Feira Popular; ainda agora, já depois de fechada, veio a demolir-se este corpo de edifícios que se vêem para cá da cúpula.
Ao longe reluzem as fachadas da Av. 28 de Maio com sol de Abril. De 1944.
Ramal da linha férrea de cintura para o mercado geral dos gados, Lisboa, 1944.
Eduardo Portugal, in archivo photographico da C.M.L.
domingo, 13 de novembro de 2011
Mercado geral dos gados
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Estará destinado a ser o novo local da Feira Popular (infelizmente extinta), após a saída desta do parque de Palhavã que será a sede a partir de finais dos anos 60 da Fundação Calouste Gulbenkian.
ResponderEliminarEm muitos mapas da época esta linha férrea ainda aparece como derivação da linha de cintura.
Cuido que só o «popular» foi extinto. A feira é coisa que perdura e nunca mais acaba.
ResponderEliminarCumpts.
"Vai um tirinho, ó freguês ?"
ResponderEliminarBoas memórias da Feira Popular, nos idos de 60. Mais os carrinhos de choque, os churros, o castelo fantasma, o poço da morte (com o Joselito, anunciado como campeão mundial de motociclismo) e em certo ano com a exposição, nua e crua, de um gigante moçambicano, de que não me recordo o nome, considerado à época o maior homem do mundo. Julgo teria aí uns quase dois metros e meio. Hoje pagaria para não ver.
Vi esse moçambicano de trato bondoso no Mundo das Ferramentas, em Arroios, e era alto que se fartava.
ResponderEliminarCuido que faleceu.
Cumpts.
Sobre o gigante em causa, falecido há já vinte anos - http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2008/03/ainda-se-lembra.html
ResponderEliminarE como não podia deixar de ser, lá vem que o pobre gigante foi vítima da exploração colonial. Um chavão que é como o sal da vida.
ResponderEliminarCumpts,
É verdade, é verdade, caro amigo: chavões, diz muito bem. Dei conta de tal ligação a título meramente informativo, sem sobraçar muito do que por lá se diz.
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