Para nos divertirmos um pouco à custa do «aborto ortográfico» e dos mostrengos que à volta dele polulam (correctores, dicionários, políticos...):
Versão de "O MOSTRENGO" (de Fernando Pessoa), dedicada ao "CORRETOR"/"CONVERSOR" LINCE: by Madalena Homem Cardoso on Wednesday, 26 October 2011 at 12:31
O “corretor” lince que eu não quis instalar Pôs breu nas palavras, ergueu-se a voar; À roda do texto veio três vezes, Roubou três letras a chiar, E disse: «Quem ousa desafiar As minhas razões que nem eu entendo, Meu lápis invisível infecundo?» E ao leme da tecla eu disse, tremendo: «Séculos de Língua Portuguesa no Mundo!»
«De quem são as letras de que troço? De quem o linguajar que leio e ouço?» Disse o “corretor” lince, e arrotou três vezes, Três vezes arrotou imundo e grosso. «Quem vem escrever como não posso, Que moro onde nunca ninguém me visse Instalado no medo, mas do nada oriundo?» E ao leme da tecla tremendo, eu disse: «Séculos de Língua Portuguesa no Mundo!»
Três vezes do teclado as mãos ergui, Três vezes ao leme de mim escrevi, E disse no fim de tremer três vezes: «Tremo com fúria, sou mais do que eu: O que este Povo escreve não é teu; Mais que o raivoso lince que minh' alma pisa Mutilando palavras furibundo, Mandam as raízes que erguem a divisa, Séculos de Língua Portuguesa no Mundo!»
As alterações que a nossa língua tem sofrido!!
ResponderEliminarChame-lhe abastardamento.
ResponderEliminarCumpts.
Para nos divertirmos um pouco à custa do «aborto ortográfico» e dos mostrengos que à volta dele polulam (correctores, dicionários, políticos...):
ResponderEliminarVersão de "O MOSTRENGO" (de Fernando Pessoa), dedicada ao "CORRETOR"/"CONVERSOR" LINCE:
by Madalena Homem Cardoso on Wednesday, 26 October 2011 at 12:31
O “corretor” lince que eu não quis instalar
Pôs breu nas palavras, ergueu-se a voar;
À roda do texto veio três vezes,
Roubou três letras a chiar,
E disse: «Quem ousa desafiar
As minhas razões que nem eu entendo,
Meu lápis invisível infecundo?»
E ao leme da tecla eu disse, tremendo:
«Séculos de Língua Portuguesa no Mundo!»
«De quem são as letras de que troço?
De quem o linguajar que leio e ouço?»
Disse o “corretor” lince, e arrotou três vezes,
Três vezes arrotou imundo e grosso.
«Quem vem escrever como não posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
Instalado no medo, mas do nada oriundo?»
E ao leme da tecla tremendo, eu disse:
«Séculos de Língua Portuguesa no Mundo!»
Três vezes do teclado as mãos ergui,
Três vezes ao leme de mim escrevi,
E disse no fim de tremer três vezes:
«Tremo com fúria, sou mais do que eu:
O que este Povo escreve não é teu;
Mais que o raivoso lince que minh' alma pisa
Mutilando palavras furibundo,
Mandam as raízes que erguem a divisa,
Séculos de Língua Portuguesa no Mundo!»
(MHC em descarada "parceria" com FP...! Kkkk...)
Cumprimentos.
Cá para mim o cerector Lince não merecia tanto. Mas está muito bem. Muito bem!
ResponderEliminarObrigado!
De nada, Caro Bic! Mas tem toda a razão: o «corrector» Lince (este vesgo) não merecia tanto!
ResponderEliminarCumprimentos.
«Corrector», isso.
ResponderEliminarCumpts. :)