Nuno Pacheco subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990. Um acto muito digno e meritório que saúdo e agradeço penhoradamente (não desfazendo de todos quantos já assinaram).
Não se perdia nada uma campanha declarada do «Público» a favor desta Iniciativa Legislativa de Cidadãos. O novo governo só dá mostra de fraqueza e inércia, e o «Público», como todo o jornal de referência, tem um dever de responsabilidade na comunidade que, já vimos, não enjeita. O que se vê por todo o lado é gente contra esta mosntruosidade linguística e, paradoxalmente, instituições resvalando para a demência acordita. Se os portugueses são tão geralmente contra o execrável (des)acordo (como bem se vê que são), como aceitar que p. ex. a R.T.P. (sustentada com dinheiro dos impostos) prossiga tão militante nesta afronta? Que sociedade será esta, em que as instituições se compõem por indivíduos que reflectem e pensam duma maneira e, ao depois, institucionalmente, o que se apresenta à comunidade é o exacto oposto do que os comuns pensam? Por certo são os donos do poder (os lordes) que se sobrepõem à vontade das pessoas em geral. Mormente usando as instituições públicas nacionais, o que será, em toda a linha, ilegítimo e imoral. Por conseguinte não fica mal nem será descabido o «Público» abraçar aqui a causa dum tão grande número de pessoas na nossa comunidade (e leia-se comunidade de língua portuguesa, onde Angola e Moçambique têm sensatamente vindo a evitar tão inútil quão dispendioso disparate). É uma causa pelo bem comum. Ora já vimos que a única forma que resta a nós portugueses para forçar os autistas órgãos de soberania nacionais a ouvirem a nossa vontade é propondo no Parlamento uma lei contra o estúpido Acordo Ortográfico pela via duma Iniciativa Legislativa de Cidadãos, prevista na lei
Apelo ao «Público» para que nos ajude na recolha de assinaturas.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Nuno Pacheco, director-adjunto do «Público»
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Quantas assinaturas são necessárias. Acho que existe um site que recolhe assinaturas desse tipo, basta saber se é aceito como válido. No entanto, fica bem mais fácil
ResponderEliminar35.000. Imprime-se em qualquer impressora o impresso preenche-se com os dados de eleitor e assina-se; ao depois bota-se no correio para a morada indicada ou digitaliza-se e manda-se por correio electrónico para
ResponderEliminarilcao_assinaturas@cedilha.net .
Se o «Público» fosse para as bancas com um impresso ou um cupão de assinatura, todos os seus leitores poderiam subscrever de imediato a I.L.C.
Cumpts.
Que bem que faz à alma ler pedaços de prosa com esta qualidade.
ResponderEliminarDe parabéns está e sempre estará no que a esta temática diz respeito, já que - através do que me é dado saber - foi das primeiras pessoas na blogosfera a lutar veementemente contra o AO.
Sobre esta tão importante matéria em análise (ou debate?), permito-me enviar a Vasco Graça Moura, um estrénuo defensor como poucos da nossa língua, os meus sinceros parabéns pelas suas violentas mas altamente patrioticas e necessárias tomadas de posição a favor da abolição da proposta de lei(?) - parece que a ser debatida no Parlamento neste Setembro em que nos encontramos, para ser aprovada e passar de imediato a decreto-lei... (salvo seja!) - que gerou esta generalizada contestação.
Hoje à noite, na RTP-N, este ilustre português e notável escritor, disse e repetiu que o Acordo O. era um inqualificável atentado à língua portuguesa. E mais, chamou a este AO um gravíssimo crime. E, claro, acrescentou que se recusará a adoptá-lo. Nem mais!
Redobrados parabéns a alguém cuja cultura literária o coloca acima de qualquer suspeita; que combate com as importantes armas de que dispõe e com a autoridade que lhe é reconhecida numa matéria que domina à perfeição; e nos honra pela corajosa atitude de se juntar à legião de patriotas que estão a travar esta dura batalha que há-de ser vencida. A vitória pertencerá aos que amam e defendem a Pátria e a língua dos seus traidores. Que disto não restem dúvidas.
Os seus frutos? Esses, as futuras gerações orgulhosas e agradecidas colher-los-ão.
Maria
como classificar um ministério que vai criar uma versão "redux" (como os filmes de guerra quando levam uma montagem diferente da original, exemplo apocalypse now) do Português Brasileiro....
ResponderEliminarJá sei agora vamos ser colónia do Brasil, em 1822 fomos de lá corridos agora eles vêm ocupar Portugal
Bravo pelo seu artigo.
ResponderEliminarO «ao» para além de ser lamentável está a provar o escândalo que é a nossa vida política, ao arrepio das mais elementares normas da democracia e do estado de direito. Vivemos numa espécie de despotismo que nem sequer é esclarecido. É o despotismo da negociata, da corrupção, da mediocridade.
Certíssimo.
ResponderEliminarNo que me diz respeito, obrigado!
Cumpts.
Não fomos corridos, Tron. Foi um natural de Queluz que deu alforria ao Brasil, lembre-se.
ResponderEliminarCumpts.
Sim senhor, é um escândalo que reflecte bem a vilania deste nosso tempo.
ResponderEliminarMuito obrigado.
Pela minha parte proponho que sites como este publiquem uma lista de imprensa periódica e editoras que se mentenham fiéis à Língua Portuguesa, como a conhecemos.
ResponderEliminarPor norma verbero os infiéis. As editoras pode ser tramado, já que os livreiros se fecham em copas para não deixarem de vender.
ResponderEliminarCumpts.