Vão a mais de 50 anos de diferença. E no entanto - imagine-se! -, a moderna, etiquetaram-na Praça do Areeiro; a antiga, praça do Sá Carneiro. Muito grato pelo termo de comparação. Cumpts. :)
Espaço, limpeza, simetria, solidez, qualidade das construções e do material, perfeição na execução, conservação. Numa palavra: grandeza quanto baste. Não que haja aqui uma beleza de espantar. Não. O que há, pressente-se através da fotografia - e esta era a pura realidade - é segurança, harmonia, sossêgo, paz e ordem. O suficiente para qualquer um se sentir feliz. Tudo isto foi deitado a perder. Uma lástima. E que saudades do tempo em que esta Praça era assim. Foi-se para nunca mais. Esta era quase a 'minha' Praça. O outro espaço também 'meu', um pouco mais abaixo, era a Alameda D. Afonso Henriques. Nós morávamos entra uma e outra. E o resto da família nas avenidas e praças em redor: Areeiro, Praceta João do Rio, Alameda, Guerra Junqueiro, Praça de Londres, João XXI, Av. de Roma, etc.
Ora essa. Mérito aos obreiros destas avenidas novíssimas, ao fotógrafo que as fixou e a quem no-la pôs agora ao dispor. Dar com esta ontem fotografia e partilhá-la foi um acaso da frotuna. Cumpts.
não, me refiro a praça, embora eu já saiba de antemão que o busto de Sá Carneiro nada tem a ver com o original, é se na sua foto vem uma praça do Areeiro prefeitamente quadrada, queria saber quando e quem foi que a transformou numa rotunda
Na esquina do lado direito quando se entra na Almirante Reis ficava a Cervejaria Munique e na do lado esquerdo o Paço Alentejano. Que foram pólos culturais de relevante interesse para diversas gerações.
Também eu. Ainda a visitei quando já se lhe adivinhava o fim prematuro. Faleceu aí por meados dos anos oitenta do século passado. Mais requintada que a sua congénere Portugália, enquadradava-se estéticamente bem no local. Não deve ter aguentado a concorrência dos come-em-pé durante o dia, nem a falta de freguesia durante a noite, num local pouco frequentado nocturnamente. A.v.o.
Razões tinha eu para ambicionar, toda a vida, subir ao alto deste edifício. E nem sabia que de lá se avistava o Tejo. Era a torre do Pim Pam Pum, por causa da sapataría que havia no r/c. no lado contrário, no cimo do telhado, brilhava à noite, ora verde, ora vermelho, uma rosa-dos-ventos. A.v.o.
O Paço Alentejano deve ter fechado em meados dos anos 60.Era muito frequentado por aficcionados da tauromaquia e a filha do dono era uma senhora loira espampanante (adjectivo que na altura se aplicava a senhoras com atributos semelhantes à Jayne Mansfield e também a Buicks e Cadillacs...). Na foto (finais de 50) pode ver-se ainda a esplanada, bem como a esplanada da Munique. O prédio da sapataria infantil, agora Bambi, ex-Pim Pam Pum, continua a ter a rosa-dos-ventos, só que já sem iluminação, agora limita-se a ter por cima uma luz vermelha de alerta à navegação aérea. Os dois prédios que fazem esquina para a Almirante Reis é que perderam há poucos anos as armas da cidade de Lisboa (a nau com dois corvos onde foi trazida para Lisboa a urna com os restos mortais de S. Vicente). Como os telhados desses dois prédios estiveram em reparação, talvez tenham retirado os cata-ventos temporariamente para manutenção e tencionem mais tarde vir a colocá-los no seu devido local. Já agora, do passeio, ao pé da torre mais alta ou das esplanadas acima mencionadas, já é possível descortinar-se o Tejo, mas de facto a vista torna-se mais deslumbrante do alto do arranha-céus. Esta situação faz-me lembrar o caso do edifício do Ministério do Trabalho na Praça de Londres. Antes das obras, que sofreu há poucos anos, tinha no corpo do topo do edifício uma platibanda de peças esculturais que eram da origem da construção e valorizavam enormemente o aspecto estético do prédio, bem como um pau de bandeira. Tudo foi retirado e agora o topo do edifício tem o aspecto desolador de uma parede lisa pintada de verde. Talvez estejam também guardadas em algum armazém da CML ou do próprio Ministério e a seu tempo (quando a crise passar) as tornem a colocar no seu devido local? Cumprimentos
Caro Bic, pode comparar com a actualidade aqui:
ResponderEliminarhttp://www.flickr.com/photos/jcsilva/1380607671/
Cumprimentos
Atenção ao olhar desatento, que as duas fotos podem parecer a mesma, mas não são... atenção aos detalhes.
ResponderEliminarVão a mais de 50 anos de diferença. E no entanto - imagine-se! -, a moderna, etiquetaram-na Praça do Areeiro; a antiga, praça do Sá Carneiro.
ResponderEliminarMuito grato pelo termo de comparação.
Cumpts. :)
Espaço, limpeza, simetria, solidez, qualidade das construções e do material, perfeição na execução, conservação. Numa palavra: grandeza quanto baste. Não que haja aqui uma beleza de espantar. Não. O que há, pressente-se através da fotografia - e esta era a pura realidade - é segurança, harmonia, sossêgo, paz e ordem. O suficiente para qualquer um se sentir feliz. Tudo isto foi deitado a perder. Uma lástima. E que saudades do tempo em que esta Praça era assim. Foi-se para nunca mais.
ResponderEliminarEsta era quase a 'minha' Praça. O outro espaço também 'meu', um pouco mais abaixo, era a Alameda D. Afonso Henriques. Nós morávamos entra uma e outra. E o resto da família nas avenidas e praças em redor: Areeiro, Praceta João do Rio, Alameda, Guerra Junqueiro, Praça de Londres, João XXI, Av. de Roma, etc.
Parabéns pela lindíssima fotografia.
Maria
que foi o calhau que transformou o Areeiro naquele clone do marquês de Pombal ??
ResponderEliminarOra essa. Mérito aos obreiros destas avenidas novíssimas, ao fotógrafo que as fixou e a quem no-la pôs agora ao dispor. Dar com esta ontem fotografia e partilhá-la foi um acaso da frotuna.
ResponderEliminarCumpts.
Se se refere ao monumento, não lhes acho termo de comparação possível.
ResponderEliminarCumpts.
não, me refiro a praça, embora eu já saiba de antemão que o busto de Sá Carneiro nada tem a ver com o original, é se na sua foto vem uma praça do Areeiro prefeitamente quadrada, queria saber quando e quem foi que a transformou numa rotunda
ResponderEliminarA praça tem a forma dum U.
ResponderEliminarRespondendo: o trânsito, provavelmente, que normalmente «arruma» com tudo.
Cumpts.
Que foto maravilhosa (como sempre)! Mas que tristeza traz, por tudo o que se passou entretanto aqui... :-/
ResponderEliminarÉ isso mesmo que dá pena.
ResponderEliminarCumpts.
Bem, na verdade, a inspiração do formato da praça é um escudo :)
ResponderEliminarOra aqui está uma preciosa informação. Obrigado!
ResponderEliminarNa esquina do lado direito quando se entra na Almirante Reis ficava a Cervejaria Munique e na do lado esquerdo o Paço Alentejano.
ResponderEliminarQue foram pólos culturais de relevante interesse para diversas gerações.
A Munique lembra-me.
ResponderEliminarCumpts.
Também eu. Ainda a visitei quando já se lhe adivinhava o fim prematuro. Faleceu aí por meados dos anos oitenta do século passado. Mais requintada que a sua congénere Portugália, enquadradava-se estéticamente bem no local. Não deve ter aguentado a concorrência dos come-em-pé durante o dia, nem a falta de freguesia durante a noite, num local pouco frequentado nocturnamente.
ResponderEliminarA.v.o.
Razões tinha eu para ambicionar, toda a vida, subir ao alto deste edifício. E nem sabia que de lá se avistava o Tejo. Era a torre do Pim Pam Pum, por causa da sapataría que havia no r/c. no lado contrário, no cimo do telhado, brilhava à noite, ora verde, ora vermelho, uma rosa-dos-ventos.
ResponderEliminarA.v.o.
Há-de ter sido isso, há.
ResponderEliminarCumpts.
A admiração de ser ver de lá o Tejo também me deu e a um camarada meu destas caçadas olisiponenses, há muitos anos quando o descobrimos.
ResponderEliminarCumpts.
O Paço Alentejano deve ter fechado em meados dos anos 60.Era muito frequentado por aficcionados da tauromaquia e a filha do dono era uma senhora loira espampanante (adjectivo que na altura se aplicava a senhoras com atributos semelhantes à Jayne Mansfield e também a Buicks e Cadillacs...). Na foto (finais de 50) pode ver-se ainda a esplanada, bem como a esplanada da Munique.
ResponderEliminarO prédio da sapataria infantil, agora Bambi, ex-Pim Pam Pum, continua a ter a rosa-dos-ventos, só que já sem iluminação, agora limita-se a ter por cima uma luz vermelha de alerta à navegação aérea. Os dois prédios que fazem esquina para a Almirante Reis é que perderam há poucos anos as armas da cidade de Lisboa (a nau com dois corvos onde foi trazida para Lisboa a urna com os restos mortais de S. Vicente). Como os telhados desses dois prédios estiveram em reparação, talvez tenham retirado os cata-ventos temporariamente para manutenção e tencionem mais tarde vir a colocá-los no seu devido local.
Já agora, do passeio, ao pé da torre mais alta ou das esplanadas acima mencionadas, já é possível descortinar-se o Tejo, mas de facto a vista torna-se mais deslumbrante do alto do arranha-céus.
Esta situação faz-me lembrar o caso do edifício do Ministério do Trabalho na Praça de Londres. Antes das obras, que sofreu há poucos anos, tinha no corpo do topo do edifício uma platibanda de peças esculturais que eram da origem da construção e valorizavam enormemente o aspecto estético do prédio, bem como um pau de bandeira. Tudo foi retirado e agora o topo do edifício tem o aspecto desolador de uma parede lisa pintada de verde. Talvez estejam também guardadas em algum armazém da CML ou do próprio Ministério e a seu tempo (quando a crise passar) as tornem a colocar no seu devido local?
Cumprimentos
Tenhamos esperança. E muita fé.
ResponderEliminarObrigado pelas achegas. São preciosas.
Cumpts.
sera que alguem tem fotos da antiga Munique,obrigado
ResponderEliminarLamento. Mas, se achar, botarei cá.
ResponderEliminarCumpts.