
Não sei onde é. Desconheço a quem pertencia ou ainda se está de pé. Um palacete dando frente para três ruas, em Lisboa. Na rua mais acima (fotografia em baixo) passa o eléctrico. A' redondezas dão ares de ser para as avenidas novas. A topografia algo acidentada parece desmenti-lo. Por outro lado o fundo urbano, ao longe e ao lado (fotografia em baixo), parece não remeter para os eixos mais longínquos das linhas dos eléctricos dos arrabaldes: Benfica, Carnide, Lumiar, Algés... - embora o palacete o faça parecer. - Mas nada é de excluir. Para começar ando a conjecturar se não seria no bairro de Barata Salgueiro (Av. Alexandre Herculano, Rua Rodrigo da Fonseca); no bairro Camões (Conde de Redondo); a Lapa... A cidade mudou tanto que pode ser num lugar assaz familiar. Que me diz o benévolo leitor?

Fotografias: Palacete, Lisboa, [s.d.]; estúdio de Mário de Novais: 1933-1983, in Biblioteca de Arte da F.C.G.
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Caro amigo, não sei onde se pudesse situar esta maravilha, que creio já desaparecida; mas em sonhos tenho o meu escritório e biblioteca no topo de um torreão assim...
ResponderEliminarEstou convencido que era um palacete que fazia gaveto entre a Rua João de Barros e a Rua Soares de Passos, ali no alto da Calçada da Tapada. O electrico era o da carreira da Ajuda e terminava em frente ao cemitério
ResponderEliminarAdriano Rui Ribeiro
Estou completamente com o Zé... por um lado, infelizmente, acredito que esta reliquia tenha desaparecido para se construir um mamarracho. Por outo, na questão do escritório e da biblioteca. Além de ser um torreão, como é numa encosta, há lá coisa mais interessante para ser o lugar de trabalho?!?!
ResponderEliminarCerteiro q.b., prezado Adriano Rui Ribeiro. Travessa da Tapada, nº 5. Lá se vislumbra ao fundo a Faculdade de Agronomia. Sem a sua pista jamais havia de descobrir.
ResponderEliminarMuitíssimo obrigado!
Vale o sonho, que este palacete, também, só em sonho. Já se foi...
ResponderEliminarCumpts.
Pois aí temos. O sonho, o bom gosto e o camartelo.
ResponderEliminarDemolidor, hem!
Cumpts.
«A cantora, que surgiu de cabeleira verde, deliciou os milhares de fans com um breve espectáculo em Roma, mas dedicou grande parte da sua presença a denunciar a intolerância e a discriminação contra os homossexuais e transexuais.»
ResponderEliminarhttp://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1876203
Os fans...
Quanto ao vício que se tornou virtude, é assunto para centenas de páginas.
Saudações.
Do amaricano naturalmente.
ResponderEliminarCumpts.
... de facto parece ser para o Alto Santo Amaro
ResponderEliminarJá vemos que sim. Sobra a curiosidade de quem seriam os donos. Cuido, como o casarão da Júlio Diniz, de que falei há dias, que pelos anos 50 tenha ido a baixo.
ResponderEliminarCumpts.
Conheci bem a zona e não me parece que seja a esquina das ruas João de Barros com a Soares de Passos. Nesse local situa-se, desde o início do século XX, o palácio Vale Flor, hoje o hotel Pestana Palace. O edifício em segundo plano, que é sem dúvida o Instituto de Agronomia, não se poderia ver assim a partir deste local. Depois de uma passagem pelo "street view" do Google, estou mais inclinado para que fosse na esquina da calçada da Tapada com a rua Jau.
ResponderEliminarCumprimentos
Inclino-me mais para ser Travessa da Tapada, nº 5. De lá se vislumbra ao fundo a Faculdade de Agronomia no mesmo ângulo. V. a minha resposta ao prezado Adriano Rui Ribeiro mais acima e cfr. com a remissão que lá deixei. O gaveto da Rua Jau também podia, mas só com um ângulo muito aberto a vista abarcava a Faculdade de Agronomia.
ResponderEliminarObrigado!
Mea culpa. Não li com atenção a sua resposta a Adriano Ribeiro e esqueci-me da Travessa da Tapada. Acho que tem razão.
ResponderEliminarGrato pelos seus comentários. :)
ResponderEliminarA minha família morou mais de cem anos na Tv. da Tapada nº 1, local onde nasci. Este palacete é efectivamente o nº 5 da mesma Rua. Foi demolido por volta de 1957/58
ResponderEliminarNão saberá a quem pertencia...
ResponderEliminarGrato pelo testemunho.
Ora bem. É até imperdoável que não me lembre do nome da família, mas era gente brasonada. Eu já nasci depois, não conheci o edifício, mas o nosso quintal dava para uma das fachadas do palacete (a que dava para a Rua da Indústria). Sei que havia uns miúdos na casa da idade do meu pai. Brincavam juntos e o meu pai frequentou o palacete. Infelizmente o meu pai já não é vivo, e os meus avós ainda menos. No entanto, eu continuo a morar na zona, vou tentar saber junto de gente que tenha à volta de 70/80 anos, a começar pela minha mãe, que ouviu historias desse palacete tantas vezes que talvez até se lembre.
ResponderEliminarMuito obrigado mais uma vez.
ResponderEliminarCumpts. :)