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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Nas avenidas

 Para a esquerda, a Av. Júlio Dinis; para a direita a Cinco de Outubro. Em calhando aqui passar, procure o benévolo leitor apreciar o primor artístico desta fachada!...

Av. Júlio Dinis, nº 2, Lisboa (M. Novais, s.d.)
Av. Júlio Dinis, nº 31, Lisboa, [s.d.].
Estúdio de Mário Novais: 1933-1983, in Biblioteca de Arte da F.C.G..

7 comentários:

  1. Zephyrus9/6/11 03:05

    Os fãns...

    «Segundo o CFDA a cantora ganhou o maior prémio da cerimónia por "ser uma revolucionária da moda". Ao aceitar o prémio, que dedicou aos fãns, conhecidos pela cantora como 'Little Monsters', Gaga disse à audiência que todos a faziam sentir como uma estrela muito antes de o ser.»

    http://www.dn.pt/inicio/pessoas/interior.aspx?content_id=1872315

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  2. Paulo Nunes9/6/11 07:50

    "procure o benévolo leitor apreciar o primor artístico desta fachada"

    Ía virtualmente seguir o seu conselho, mas... ter-me-ei enganado no local? Ou a mudança é apenas sinal dos tempos modernos?

    http://maps.google.com/maps?f=q&source=s_q&hl=pt-PT&geocode=&q=Avenida+J%C3%BAlio+Dinis,+Lisboa,+Portugal&aq=0&sll=37.0625,-95.677068&sspn=34.587666,78.310547&ie=UTF8&hq=&hnear=Av.+J%C3%BAlio+Dinis,+Lisboa,+Portugal&ll=38.742034,-9.148865&spn=0.008318,0.027294&z=16&layer=c&cbll=38.74195,-9.149032&panoid=HzHvTp6zTf89fjBb5g3-Zw&cbp=12,89.21,,0,-15.96

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  3. Bic Laranja9/6/11 17:15

    Suponho que se leia fã-ãs. Como a 'lady' é gaga...
    Cumpts.

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  4. Anónimo9/6/11 22:12

    Mais outra jóia da arquitectura sob a ameaça do camartelo? Esta moradia é um primor na estrutura e no estilo. Transição da Art-Nouveau para a Art-Deco, fins do séc. dezanove, princípios de vinte. Creio não estar errada.
    E o que representa aquele tapume à volta do edifício? Não me digam que é para deixá-lo apodrecer até ruir ou será para demolir o mais brevemente possível? (Ou, quem sabe, mais uma originalidade da Câmara para 'embelezar' o passeio?...) Não me admirava nada que aquela fosse a decisão adoptada tendo em conta inúmeras demolições criminosas de belíssimos edifícios e outros tantos deixados ao abandono e/ou com falta de restauro, com que nos temos deparado desde há décadas. Todos os presidentes de Câmara que Lisboa tem tido desde o 25/4, têm sido do mais criminoso que este país já conheceu no que diz respeito à abandalhação da capital. Os crimes urbanísticos gravíssimos cometidos desde então, têm-se multiplicado a um ritmo alucinante e, como já aqui referi mais do que uma vez, os seus autores deveriam ser punidos com penas de prisão agravadas dado os atentados urbanísticos perpetrados ao longo das últimas décadas, transformando a cidade de Lisboa (sem esquecer os arredores) numa quase Beirute em tempo de guerra.
    A descaracterização que Lisboa tem sofrido ao longo destes 37 anos, traduz-se num crime sem perdão. A demolição sucessiva e permanente de verdadeiras obras-primas da arquitectura de épocas recentes e até de séculos passados, muitas delas premiadas, substituídas por mamarrachos da pior espécie (quem os edificou - e a culpa não lhes cabe - julgam-nos dignos de prémios Valmor, no mínimo...) devia ter sido proibida por decreto-lei imediatamente após o primeiro dos milhares de crimes de lesa-património.

    Quem os perpetrou - autorizando-os - e continua a percorrer o mesmo caminho, só merece um qualificativo: traidor. Porque não são só os que traíram polìticamente a Pátria que merecem este apodo, aqueles outros podem ser designados letra à letra por igual.

    Quando se recorda o que era a cidade de Lisboa antes desta révoa de destruição, incúria e desnorteamento, no que à recente urbanização, ordenamento, preservação e limpeza dizem respeito e fazendo uma comparação (por alto) naquilo em que a transformaram, não podemos senão sentir uma mágoa profunda e uma revolta incontida contra os culpados, porque todos eles foram e são apátridas que odeiam visceralmente Portugal. Os mesmos que a troco de milhões não hesitaram um segundo em vender a alma ao diabo dando carta branca a quem quis destruir o território nacional e com especial sanha assassina a sua outrora linda e asseada capital. O resultado é o perfeito horror em que se transformou aquela que um dia foi considerada por quem nos visitava, como a cidade mais limpa e com os edifícios mais bem cuidados de toda a Europa.
    Maria

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  5. Anónimo9/6/11 22:47

    Não faça caso! Nem olhei para as ruas em basalto nem para a altura mínima dos passeios, nem para as árvores quase bebés... Tudo completamente diferente do que me recordo quando lá passei há uns vinte e tal anos, como é natural, dada a enorme distância entre uma fotografia e outra.
    Mas este edifício (que não conheci nesta época por nem sequer ter nascido) foi onde posteriormente se instalou o Colégio Académico, como já uma vez aqui mostrou em foto relativamente recente, não é assim?
    E já agora, recuando a estes tempos, sabe dizer-me o que significavam aqueles blocos de cimento (e não tapumes de madeira, como referi atrás) que rodeavam a casa? Provàvelmente obras a iniciarem-se no passeio ou na rua, por aquela altura. É que é bonita demais para ter aquele 'muro' tão feio a tapar uma parte, ínfima embora, dela.
    Maria

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  6. Bic Laranja11/6/11 09:58

    A sanha demolidora da arquitectura original das avenidas novas já vem de longe. Cuido que este belo edifício já estava demolido nos alvores dos anos 50. Os anos 60 foram terríveis e daí para cá tem sido apocalíptico.
    Os «tapumes» são cantaria da própria casa; se reparar, continuam uniformemente o muro do logradouro que vem do lado da Av. Cinco de Outubro.
    Esta casa não é onde está o Colégio Académico. É na esquina da Cinco de Outubro para a rua do Apolo 70, diante donde era a R.T.P.
    Cumpts.

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  7. Bic Laranja11/6/11 10:04

    "Em calhando aqui passar" era mesmo aqui, no blogo. Lá, na rua Cinco de Oitubro com a Júlio Dinis, o que esperava?!...
    Obrigado pelo termo de comparação. Cumpts. :)

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