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segunda-feira, 14 de março de 2011

Martim Moniz

 O Martim Moniz em 1984 sensivelmente do mesmo lugar daquela segunda de sexta-feira, embora mais de esguelha; o fotógrafo rodou para a esquerda, para NE.

Martim Moniz, Lisboa (Christopher Leach, 1984)
Martim Moniz, Lisboa, 1984.
Christopher Leach, in Busworld Photography.

8 comentários:

  1. Apesar do colorido local redentor patente nestoutra tomada, ia-se trilhando o caminho que, com Largo fundamento, faria perceber o nome da anterior estação de Metropolitano:
    Socorro!
    Abraço

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  2. Bem lembrado. Arrasou-se o bairro; demoliu-se a paroquial; apagou-se a memória da freguesia; e proximamente extingue-se a freguesia. O passado fica para os ratos do arquivo.Ratonice completa.
    Cumpts.

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  3. aqui era o martim moniz mais limpo e sem chineses e sem droga onde se poderia andar, agora é o caos absoluto

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  4. José Caldeira15/3/11 19:10

    Caro Bic:
    Permita-me que discorde da localização do fotógrafo na segunda fotografia de sexta-feira.
    Quanto a mim, estaria mais ou menos onde se encontra o eléctrico amarelo, ou seja, no leito da Rua da Palma, virado para a nossa direita.
    O cunhal que se vê à esquerda nessa fotografia dos anos quarenta é o que contorna do quarteirão do Teatro Apolo (Príncipe Real) para a Rua Martim Moniz (ou de São Vicente à Guia).
    O local onde estacionam o eléctrico encarnado e o camião corresponde ao chão onde se rasgavam as desaparecidas ruas das Atafonas e do Socorro, paralelas à da Palma. Foi uma das últimas zonas a ser demolida, no princípio dos anos sessenta.
    Digo que a fotografia de sexta-feira é dos anos quarenta do século XX porque as vidraças das janelas estão todas protegidas com fitas adesivas em "X" como defesa para eventuais bombardeamentos aéreos durante a segunda guerra mundial.
    Não sei se as demolições que então decorriam em Lisboa, e também na Alta de Coimbra, não seriam uma forma de solidariedade com as cidades europeias destruídas pelas razias aéreas da época…
    Cumprimentos,
    José Caldeira

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  5. Muito lhe agradeço o comentário, prezado senhor Caldeira, que está correctíssimo para a fotografia de cima no verbete de sexta-feira. Todavia era à fotografia de baixo (aquela em que se vê o castelo) que me refiro no texto aqui. Nela, o fotógrafo situava-se ao como da Rua do Martim Moniz (antiga de S. Vicente à Guia, como faz bem em lembrar) praticamente à esquina da Rua das Atafonas.
    Já agora aqui fica o mapa da Mouraria para melhor referência aos benévolos leitores.
    Tem graça a sua ironia sobre as demolições. Essa solidadriedade continua ainda hoje...
    Cumpts.

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  6. Bic Laranja15/3/11 22:04

    Mais limpo seria, mas menos "reabilitado" e "requalificado".
    Cumpts.

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  7. Obrigado!
    Adoro aqui vir e ver, olhar e ler todas estas pérolas.
    Ao mesmo tempo, deixa-me com saudades dos tempos idos.
    Costumo dizer que o Mundo (leia-se Portugal), a preto e branco tinha outro sabor e outro encanto.

    Cumprimentos

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  8. requalificado em nome de que santo...era puto quando via o martim moniz antigo e agora está uma aberração que até dá dó, na sexta feira fui fazer uma coisa que não fazia a séculos.... passear de eléctrico até a Estrela e vi como o Martim Moniz depois de requalificado ficou uma grande merda, bem passear não foi; fui por o mp3 no representante para arranjar uma pequena avaria mas juntei o útil ao agradável

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