O Martim Moniz em 1984 sensivelmente do mesmo lugar daquela segunda de sexta-feira, embora mais de esguelha; o fotógrafo rodou para a esquerda, para NE.
Apesar do colorido local redentor patente nestoutra tomada, ia-se trilhando o caminho que, com Largo fundamento, faria perceber o nome da anterior estação de Metropolitano: Socorro! Abraço
Bem lembrado. Arrasou-se o bairro; demoliu-se a paroquial; apagou-se a memória da freguesia; e proximamente extingue-se a freguesia. O passado fica para os ratos do arquivo.Ratonice completa. Cumpts.
Caro Bic: Permita-me que discorde da localização do fotógrafo na segunda fotografia de sexta-feira. Quanto a mim, estaria mais ou menos onde se encontra o eléctrico amarelo, ou seja, no leito da Rua da Palma, virado para a nossa direita. O cunhal que se vê à esquerda nessa fotografia dos anos quarenta é o que contorna do quarteirão do Teatro Apolo (Príncipe Real) para a Rua Martim Moniz (ou de São Vicente à Guia). O local onde estacionam o eléctrico encarnado e o camião corresponde ao chão onde se rasgavam as desaparecidas ruas das Atafonas e do Socorro, paralelas à da Palma. Foi uma das últimas zonas a ser demolida, no princípio dos anos sessenta. Digo que a fotografia de sexta-feira é dos anos quarenta do século XX porque as vidraças das janelas estão todas protegidas com fitas adesivas em "X" como defesa para eventuais bombardeamentos aéreos durante a segunda guerra mundial. Não sei se as demolições que então decorriam em Lisboa, e também na Alta de Coimbra, não seriam uma forma de solidariedade com as cidades europeias destruídas pelas razias aéreas da época… Cumprimentos, José Caldeira
Muito lhe agradeço o comentário, prezado senhor Caldeira, que está correctíssimo para a fotografia de cima no verbete de sexta-feira. Todavia era à fotografia de baixo (aquela em que se vê o castelo) que me refiro no texto aqui. Nela, o fotógrafo situava-se ao como da Rua do Martim Moniz (antiga de S. Vicente à Guia, como faz bem em lembrar) praticamente à esquina da Rua das Atafonas. Já agora aqui fica o mapa da Mouraria para melhor referência aos benévolos leitores. Tem graça a sua ironia sobre as demolições. Essa solidadriedade continua ainda hoje... Cumpts.
Obrigado! Adoro aqui vir e ver, olhar e ler todas estas pérolas. Ao mesmo tempo, deixa-me com saudades dos tempos idos. Costumo dizer que o Mundo (leia-se Portugal), a preto e branco tinha outro sabor e outro encanto.
requalificado em nome de que santo...era puto quando via o martim moniz antigo e agora está uma aberração que até dá dó, na sexta feira fui fazer uma coisa que não fazia a séculos.... passear de eléctrico até a Estrela e vi como o Martim Moniz depois de requalificado ficou uma grande merda, bem passear não foi; fui por o mp3 no representante para arranjar uma pequena avaria mas juntei o útil ao agradável
Apesar do colorido local redentor patente nestoutra tomada, ia-se trilhando o caminho que, com Largo fundamento, faria perceber o nome da anterior estação de Metropolitano:
ResponderEliminarSocorro!
Abraço
Bem lembrado. Arrasou-se o bairro; demoliu-se a paroquial; apagou-se a memória da freguesia; e proximamente extingue-se a freguesia. O passado fica para os ratos do arquivo.Ratonice completa.
ResponderEliminarCumpts.
aqui era o martim moniz mais limpo e sem chineses e sem droga onde se poderia andar, agora é o caos absoluto
ResponderEliminarCaro Bic:
ResponderEliminarPermita-me que discorde da localização do fotógrafo na segunda fotografia de sexta-feira.
Quanto a mim, estaria mais ou menos onde se encontra o eléctrico amarelo, ou seja, no leito da Rua da Palma, virado para a nossa direita.
O cunhal que se vê à esquerda nessa fotografia dos anos quarenta é o que contorna do quarteirão do Teatro Apolo (Príncipe Real) para a Rua Martim Moniz (ou de São Vicente à Guia).
O local onde estacionam o eléctrico encarnado e o camião corresponde ao chão onde se rasgavam as desaparecidas ruas das Atafonas e do Socorro, paralelas à da Palma. Foi uma das últimas zonas a ser demolida, no princípio dos anos sessenta.
Digo que a fotografia de sexta-feira é dos anos quarenta do século XX porque as vidraças das janelas estão todas protegidas com fitas adesivas em "X" como defesa para eventuais bombardeamentos aéreos durante a segunda guerra mundial.
Não sei se as demolições que então decorriam em Lisboa, e também na Alta de Coimbra, não seriam uma forma de solidariedade com as cidades europeias destruídas pelas razias aéreas da época…
Cumprimentos,
José Caldeira
Muito lhe agradeço o comentário, prezado senhor Caldeira, que está correctíssimo para a fotografia de cima no verbete de sexta-feira. Todavia era à fotografia de baixo (aquela em que se vê o castelo) que me refiro no texto aqui. Nela, o fotógrafo situava-se ao como da Rua do Martim Moniz (antiga de S. Vicente à Guia, como faz bem em lembrar) praticamente à esquina da Rua das Atafonas.
ResponderEliminarJá agora aqui fica o mapa da Mouraria para melhor referência aos benévolos leitores.
Tem graça a sua ironia sobre as demolições. Essa solidadriedade continua ainda hoje...
Cumpts.
Mais limpo seria, mas menos "reabilitado" e "requalificado".
ResponderEliminarCumpts.
Obrigado!
ResponderEliminarAdoro aqui vir e ver, olhar e ler todas estas pérolas.
Ao mesmo tempo, deixa-me com saudades dos tempos idos.
Costumo dizer que o Mundo (leia-se Portugal), a preto e branco tinha outro sabor e outro encanto.
Cumprimentos
requalificado em nome de que santo...era puto quando via o martim moniz antigo e agora está uma aberração que até dá dó, na sexta feira fui fazer uma coisa que não fazia a séculos.... passear de eléctrico até a Estrela e vi como o Martim Moniz depois de requalificado ficou uma grande merda, bem passear não foi; fui por o mp3 no representante para arranjar uma pequena avaria mas juntei o útil ao agradável
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