A discussão sobre o que se grava e o que se rasura na pedra dava pano para mangas, mas resume-se tão só a que cada um grava para se engrandecer ou oblitera para diminuir o alheio, o que dá no mesmo. É uma questão de Poder e da falta dele. - Os grafitos o demonstram: o Poder e a falta dele...
Esta lápida aqui diz-nos de quem a gravou, do poder que tinha e da medida da obra que se arrogava a gravar na pedra. Basta ler o que está escrito.
Lápida. Escola António Arroio, Lisboa, 2010.
É verdade, Bic. Uma leitura «literal» fica muito longe de esgotar o significado (ou o alcance) de certos escritos. :-)
ResponderEliminarPorém nesta lápida é à leitura literal que me refiro. Toda a obra tem princípio, meio e fim. E a Ditadura Nacional, nesta obra, apenas diz a parte que fez. Concluíu sem mais cerimónia.
ResponderEliminarClaro que muitos aí lançam a primeira pedra e é já a lápida de inauguração. Noutros casos descuram a obra dalheia até ruir e quando refazem vão lá inaugurar com pompa solene como se fosse por interiro obra deles.
Para o conceito de ditadura que nos é dado, esta lápida é duma modéstia impressionante. Diz que é Nacional, pois nem parece.
Cumpts.
... o "concluído" exclui o "por Sua Exª..." enquanto o "inaugurado" propícia o "por Sua Exª..."
ResponderEliminar... os detalhes... os detalhes!
... não esquecer que houve uma Exª que chegou a inaugurar a colocação da laje de betão da estação de metro do Terreiro de Paço!!
... enfim, tambem podia ter inaugurado a cofragem de toscos!
Ora aí está!
ResponderEliminarCumpts.