| início |

quinta-feira, 31 de março de 2011

Caixa de Pandora

 Helder Guégués, segundo me parece, participa numa espécie de laboratório de língua portuguesa com professores. Os disparates de que dá notícia decorrentes da aplicação do aborto gráfico por eles mostram o que se adivinhava. Em sendo professores a dar erros, que achais que o futuro vai dar?…


 


" [...] Vejo que alguns escrevem (e não são professores de Física disléxicos) «fição», outros escrevem (e não são cegos) «diotrias». É o novo acordo ortográfico e são professores que assim escrevem. Pês e cês é tudo para deitar abaixo a esmo e a eito. Vamos a ver se o que sobra é legível."
Helder Guégués, Ensandeceram, in Assim Mesmo, post 4488, 24/2/2011.


 


Pandora a espreitar a caixa (J.W. Waterhouse, 1896)
Pandora (a espreitar a caixa), J. W. Waterhouse, 1896.
(Imagem em Hellenica.de)


 


(Texto publicado originalmente na pág. da I.L.C. Contra o Acordo Ortográfico em 25/2/2011.)

9 comentários:

  1. Carlos Portugal1/4/11 10:45

    »Vamos ver se o que sobra é legível»? Não é, obviamente, Caro Bic! Aliás é isso mesmo que se pretende com estas enormidades: destruir todo o pensamento lógico através da destruição da língua escrita. As «traduções» brasileiras, no campo das ciências, já eram na sua maioria ilegíveis; agora com isto até muitas das nossas que «encarreirem» pela dislexia de favela...

    É a hora das sombras, dos novos bárbaros, do Ragnarok das mitologias nórdicas, ainda mais do que o Apocalipse da Tradição Cristã, com a invasão das forças do caos e da dissolução...

    Cumprimentos.

    ResponderEliminar
  2. O que me espanta - ou, para ser franco, não espanta já, infelzimente - é a falta de alguém, nessas reuniões. que diga pura e simplesmente que não alinha em tais dislates com a Língua Portuguesa. Por mim, já seria altura de, em vez de estarmos ocupados na adopção do brasilês, gastar as nossas energias em colmatar a distância que nos separa da Espanha em termos de alfabetização e que é "apenas" de 20 lugares, correspondentes a outros tantos países.

    ResponderEliminar
  3. Para além da fi(xa)ção deformadora, as «diotrias» até tive dificuldade em descodificar o que fossem!
    Mas veja o Amigo Bic a negociata que não seria fazermos um dicionário Acordês-Português...
    Abraço

    ResponderEliminar
  4. Carlos Portugal1/4/11 16:33

    Caro Amigo Paulo: Já há, por incrível que pareça. Inclusivamente, existe um dicionário de verbos da Porto Editora que, na metade esquerda da página tem os tempos dos verbos em acordês, e na da direita em Português...

    Abraço.

    ResponderEliminar
  5. E pensar que é nisto que nos consumimos...
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  6. Quem não se cala deve arriscar-se. E não tem eco, claro.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  7. Raios, Amigo Carlos Portugal, chego sempre atrasado, maldita falta de jeito para o negócio!
    Mas, por outro lado, seria lucrar com o cadáver do Idioma Pátrio...

    Amigo Bic,
    o filho de meus Pais é que não vai gastar um cêntimo nesse volume, nem gastar-se um segundo na reconversão.

    Abraços

    ResponderEliminar
  8. Fica bem melhor, acredite.
    Cumpts.

    ResponderEliminar