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domingo, 23 de janeiro de 2011

Saldanha, quadrante sul-americano

Saldanha,4-8, Lisboa. (c) 2011
Saldanha,4-8, Lisboa. (c) 2011. 


Fundación a poia...



Saldanha, 8, Lisboa. (c) 2011


Saldanha, 8, Lisboa.(c) 2011.



  Muito se aprende. Uma reclamação que fiz por causa desta pouca-vergonha não passa de voz de burro. Pode chegar à Câmara, mas não chega ao céu, pois que nas altas esferas a voz corrente é que só se dão dos melhores negócios... necessariamente pelos que possuem a omnisciência das artes e a omnipotência de empregar verdadeiros artistas. Nada diferente dos grandes aristocratas do passado, salvo o gosto. No caso, resigno-me ao alto critério desses semi-deuses e ao gosto elevado da fundação Pampeiro, instituição com a qual não tenho questão, até porque não bebo rum e, do que nos chega da Venezuela, não sei dizer nada. Se soubesse, quiçá me viesse mais inspiração...
 Dado o estado da arte confessar-me-ei aliviado com qualquer resposta (ou nenhuma) que brote dos labirintos da vereação à minha burra reclamação. Não passará de formalidade asseada e forma de ocupar algum desses valiosos assessores que enxameiam a Câmara. Salvam-se as aparências e justifica-se o emprego daquelas alpacas. De resto, eu, pelo burro que sou nem bem ideia fazia do coio em Portugal se tornou...


 


(Revisto a um quarto para as sete da tarde.)

4 comentários:

  1. Na gíria única da minha aldeia, dizer que se anda na arte é o mesmo que dizer que se é pedreiro. Se calhar estes senhores ouviram algum pedreiro da minha terra dizer que trabalhavam na arte das casas e fizeram estas artes.
    Ainda que fosse como se passou há um ano e pouco na cidade de Zurique. Uns artistas plásticos, aquando da inauguração de uma galeria de arte ultra moderna (para mim são mamarrachos!) andaram a atirar com bolas de tinta à fachada do edifício. Ao ler o ornal, no meu alemão deficiente, não consegui perceber o que representava a coisa, mas fiquei a saber que aquilo era tinta lavável e amiga do ambiente. Portanto era uma arte provisória.
    Pena que isto não sea provisório, tanto as obras de arte, como o estado da arte...

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  2. A arte destes é o trato. Tratantes que são, de pedreiro terão porventura compasso e esquadro, mas só os usarão com avental. O verdadeiro trato tanto pode ser o rum das pampas venezuelanas como outra qualquer especiaria típica daquelas bandas. A provar a fonte da inspiração aí está essa visão de Túndalo tingindo a fachada.
    Cumpts.

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  3. por falar em grafitti e rabiscos existe um na Avenida Fontes Pereira de Melo, na fachada dum prédio abanonado, bem apenas mais um em Lisboa que é corrisivo q.b. onde mostra o império do petróleo a espremer o Planeta Terra como fosse uma laranja, embora não seja muito o meu estilo de arte, ao menos tem mensagem, não como este rabisco no Saldanha

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  4. É tudo a mesma porcaria.
    Cumpts.

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