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domingo, 7 de novembro de 2010

A presidenta

 A gramática dispensa-a. Obra literária que lhe alguma vez tenha dado voz não conheço. Alguns dicionários, porém, admitem o termo como de uso informal, coisa da oralidade.
 De feito, é na oralidade que se exprime o verdadeiro sentido das presidentas, das governantas (estas consagradas já nos dicionários) ou das chefas, capitoas, coronelas, generalas, &c. que no futuro se adivinham. São femininos forçados, demasiado viris e que acabam sempre por referir uma mulher mandona. Na prática não servem ao género feminino, pois são do género maria-machão. Ouço-os usados por terceiros (de ambos os sexos) quando visam apoucar despeitadamente uma mulher com poder de mandar. Pela sua carga pejorativa dificilmente servem no trato directo com alguém a quem se deva deferência por inerência de cargo.
 Já quando for a própria chefe dum Estado a intitular-se presidenta, não sei o que diga...

Busto de Agripina (Milreu, 2010)
Busto de Agripina, Milreu, 2010.

2 comentários:

  1. Se o problema da moça fosse só esse...
    Abraço.

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  2. Bic Laranja8/11/10 22:34

    É um pormenor que foi muito notado, mas do resto estou pouco a par...
    Cumpts.

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