« A inauguração oficial da Emissora Nacional teve lugar nos fins de Julho de 1935 [inícios de Agosto], com a presença do general Carmona, do Doutor Salazar e restantes membros do Governo e entidades públicas. O Presidente da República deslocou-se, em seguida, a Barcarena, onde examinou os mecanismos técnicos que permitiam o funcionamento, em condições regulares, para quase todo o país [...] O impacto que o país sentiu com as emissões da Emissora Nacional foi poderoso, levando muitos sectores da população a adquirirem aparelhos de rádio para estarem mais ao corrente do noticiário de Portugal e do estrangeiro, assim como para se deliciarem com os programas, desportivos, culturais e recreativos. »
« Repetir que a Emissora Nacional constituiu um órgão de informação ao serviço do Estado Novo, não apresenta motivo de espanto ou de crítica, ao contrário do que se lê e escuta com frequência nas obras acerca da II República. Nenhum regime, qualquer que seja a sua estrutura mais liberal ou socialista, jamais prescinde de ter os principais meios de comunicação, mormente os de ligação ao Estado, ao seu inteiro dispor, por razões de ordem política. É uma verdade consabida nos tempos de hoje, como já o era desde o segundo quartel de Novecentos, graças aos meios de difusão informativa postos ao dispor dos Estados. Não admira, pois, que a Emissora Nacional fosse assim considerada pelo Governo que a criara.»
Joaquim Veríssimo Serrão, História de Portugal, vol. XIV, Verbo, Lisboa, 2000, pp. 529, 530.
Fotografia: Na inauguração da Emissora Nacional. [Identificados no álbum:] Engenheiro Duarte Pacheco; dr. Eusébio Tamagnini; capitão Henrique Galvão; dr. Manuel Rodrigues, 4/8/1935.
A.N.T.T., SEC-AG-1551J.
(Por identificar, estranhamente, o presidente Carmona, falando com Henrique Galvão...)
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