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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Das contrapartidas

O director do Sol diz esta semana na sua coluna de Política a Sério:


 É fácil constatar que Portugal está hoje muito pior do que estava há 30 anos: a indústria tradicional (vidro, têxteis, calçado, etc.) ficou obsoleta e não foi substituída por nada, a agricultura não resistiu às tropelias decorrentes da P.A.C., as pescas entraram em crise prolongada, a marinha mercante afundou-se, a construção naval fechou…


 Junte-se-lhe a siderurgia, a metalomecânica, as fábricas de material de guerra... – Falo nestas e lembra-me que andam para aí umas comissões de parlamentares à procura das contrapartidas duns submarinos, não é verdade? Pois andam a ver o filme ao contrário. As contrapartidas são eles mesmos, os submarinos. Como os T.G.V., as compras à Airbus, e tudo o que a Europa nos vender vantajosamente ou nos subvencione por darmos cabo dos meios de produção nacionais. Se isto não vem expresso nos tratados desde 85, vem cristalinamente subentendido. E como os analfabetos cá são tão poucos que até fecham escolas...

Barco da Companhia Portuguesa de Pescas em reparação, C.U.F./Cais da Rocha (M. Novais, s.d.)


Companhia Portuguesa de Pescas.
Barco da Companhia Portuguesa de Pescas, em reparação na doca seca da C.U.F. – Estaleiros Navais de Lisboa, Rocha do Conde de Óbidos.
A Companhia Portuguesa de Pescas, fundada em 1920, situava-se no concelho de Almada, na zona de Cacilhas (Olho-de-Boi)
Fotografia sem data. Produzida durante a actividade do Estúdio Mário Novais: 1933-1983.
In Biblioteca de Arte da F.C.G..

4 comentários:

  1. Fernando Oliveira21/8/10 19:15

    Ainda lá está a doca seca que continua a servir e a grua que se vê provavelmente será a mesma que ainda hoje trabalha. Até o edifício será o mesmo. Pode-se lá ir tirar uma fotografia do mesmo sítio para comparar.
    Um abraço
    Fernando

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  2. Não fazia ideia. Grato pela informação.
    Cumpts.

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  3. joão celorico13/7/15 22:43

    Com cerca de 5 anos de atraso, pois só hoje deparei com este "post", poderei dizer que o que é chamado de grua, era um guindaste que já nos anos 60 foi substituído. Igualmente o edifício, embora lá esteja hoje um edifício, nem é esse da foto nem exactamente o que se manteve desde os anos 50 até à saída da Lisnave.

    Melhores cumprimentos,
    João Celorico

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  4. Obrigado do melhor esclarecimento.
    Cumpra.

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