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domingo, 25 de julho de 2010

Os domingos das corridas

 Não vou tão atrás quanto o Stewart e o Cévert ainda andarem nas corridas da Fórmula 1, mas recorda-me daqueles domingos domésticos que a Luísa conta. Recorda-me até de (é daqueles episódios de nada que por qualquer razão se nos gravam na memória e nunca mais esquecemos) certa vez, depois dum desses domingos de corridas certamente, no recreio do 1.º ou 2.º ano do ciclo andar eu sozinho a cogitar com os meus botões pouco mais duma dúzia de nomes de pilotos que o eco do locutor Adriano Cerqueira me deixara no ouvido: Niki Lauda, Mário Andretti, Ronnie Peterson, Carlos Reutemann, Clay Regazonni, Gilles Villeneuve, Patrick Depailler, Vittorio Brambilla, Jacques Laffite, Jody Sheckter, Jochen Mass, John Watson e, claro, o Fittipaldi. — A um brasileiro ouvi certa vez dizer que o Fittipaldi, desde que trocara a McLaren pelo Copersucar, cortava a meta sempre depois do último.
 Mas aficionado certo, seguindo fielmente os treinos e as corridas, foi só no Verão de 81, o melhor campeonato que me lembra.
 Meia dúzia de anos depois a Fórmula 1 perdeu todo o interesse, quando as corridas passaram a ser um contra-relógio de mecânicos mudando pneus nas boxes e o primeiro era sempre o invariável Schumacher.
 E já agora a propósito de locutores, creio que foi por essa altura que a R.T.P. lançou na Fórmula 1 aquele que é hoje  apresentador do TV Turbo. Na primeira vez que o mandaram às corridas saiu-se tão bem que o jornal Auto-Sport publicou uma caricatura com o Alain Prost e o McLaren n.º 1 num poster na parede, em que se via perguntar a um candidato a locutor:
 — Conhece este piloto? — e apontavam o Prost.
 — Não...
 — Conhece este carro? — e apontavam o McLaren.
 — Também não.
 — Muito bem! Está contratado para locutor da Fórmula 1.
 E claro que Monte Carlo é sempre fascinante.


 







Grande Prémio do Mónaco, 1972

6 comentários:

  1. Imagens espectaculares. Não há GP como o de Monte Carlo. E que saudades dos domingos de corridas, fugiram para um qualquer canal temático e nunca mais as vi.
    Abraço!

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  2. Lembro-me de que eram Domingos em cheio, Bic, sobretudo se ganhava o nosso favorito. Os primeiros que cito já são uma memória muito esfumada, e apenas avivada pelos livros do Michel Vaillant, que também foram publicados, se não me engano, na revista Tintim. Mas recordo-me de sentir a morte do Cévert, que foi o piloto mais bonito de sempre. Mesmo miúda, já tinha as minhas noções estéticas. Curiosamente, julgava que teria sucedido no Mónaco, mas leio na «net» que foi nos EUA. Tenho muitas saudades desses Domingos. :-)
    P.S.: Obrigada pela referência.

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  3. Que não havia é certo. Hoje nem sei o que se passa nesse desporto.
    Cumpts.

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  4. Eram sim senhora. Eu foi mais nos anos 81, 82. Equando ganhava o nosso favorito é que era!...
    Como disse nunca vi o Cévert nem o Stewart correr. Soube todavia mais tarde que o François Cévert morreu em Watkins Glenn, na última corrida de 1973 e que isso parece que levou o Jackie Stewart a abandonar as corridas.
    Cumpts.

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  5. sou duma geração mais recente, da geração do rei da chuva conhecido também como rei do mónaco ou Ayrton Senna, sim com ele a F1 valia a pena ver, agora falta algo, já não há aqueles pilotos que entram a matar que não houvesse amanhã e porem a a F1 em canal codificado ainda pior

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  6. Foram os reabastecimentos que deram cabo daquilo.
    Cumpts.

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